Aos 38 anos, Metrô quer mudar de visual

Serão alterados painéis e placas que indicam nomes das estações e locais de embarque

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h02

Aos 38 anos, o metrô de São Paulo planeja uma mudança no visual. Estudo encomendado pela companhia e entregue recentemente mostra a intenção da empresa de alterar os painéis informativos das estações, aqueles de uma cor só que indicam o nome da parada, a direção da saída e o destino da linha. Eles devem ser trocados por placas azuis, com a cor específica do ramal apenas em uma faixa inferior.

Também serão colocadas grandes chapas com a mesma cor da linha na parede ao lado dos trilhos, nas estações onde a plataforma fica no centro, como a Brigadeiro, na Linha 2-Verde. A intenção, diz Vagner Rodrigues, chefe do Departamento Técnico da Operação, é criar uma unidade no sistema. As imagens do manual de sinalização da Companhia do Metropolitano de São Paulo, obtidas pela reportagem, revelam inspiração na nova comunicação visual da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), instalada em 2009.

"A ideia é sempre padronizar tudo, de forma que toda a rede de transportes tenha a mesma comunicação visual", diz Rodrigues. Isso incluiria até os ônibus municipais da São Paulo Transporte (SPTrans), embora, de acordo com ele, a proposta ainda não tenha sido levada para a empresa da Prefeitura. O objetivo dessa unificação é parecido com o da Transport for London, que gerencia e dá a mesma "cara" para todos os meios de mobilidade da capital britânica, do metrô aos barcos do Rio Tâmisa.

Os novos painéis só devem começar a ser instalados na futura Linha 6-Laranja (da Brasilândia, na zona norte, à região central), prevista para ser totalmente entregue em 2019. As linhas mais antigas ainda não têm um cronograma definido de substituição.

Há três anos, o Metrô começou a substituir os painéis velhos na Linha 1-Azul, como a Paraíso e a Tiradentes. A substituição foi interrompida, pois não agradou a todos dentro da companhia. Diferentemente das placas originais, essas eram brancas e com letras arredondadas.

Alguns usuários também protestaram. Caso do universitário José Rodolfo Chufan Mendes, de 30 anos, que usa o metrô três vezes por semana para ir para a Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste. Ele diz que a nova proposta parece ser melhor que a anterior. "O padrão com faixas horizontais é mais parecido com o projeto original e é mais harmônico", diz ele, que integra a Associação Preserva São Paulo.

O azul empregado no novo projeto é a cor institucional do Metrô. A empresa foi questionada, mas não informou quanto foi gasto para desenvolver o plano.

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