Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ao som do axé, bloco no Largo da Batata atrai milhares

Ma-Que-Bloco agitou foliões com sucesso do Chiclete com Banana e Banda Eva; a R$ 10, tiara com chifre de unicórnio esgotou em ponto de ambulante

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 19h57

SÃO PAULO - Milhares de pessoas lotaram o Largo da Batata, região de Pinheiros, na zona oeste da capital, para a festa do Ma-Que-Bloco neste sábado, 25. Em seu terceiro desfile no carnaval de São Paulo, o trio elétrico agitou os foliões principalmente com clássicos do axé. Com o espaço lotado, alguns foliões subiram em contêineres, bancas de revista e pontos de ônibus, que por minutos se transformaram em camarotes do bloco.

A maior parte do público era composta por jovens em idade universitária, que pulavam ao som de covers de Chiclete com Banana e Banda Eva. No repertório do trio elétrico, que anunciou nas redes sociais um festa eclética, também incluía sambas e até o hit do carnaval passado, "Tá Tranquilo, Tá Favorável", de Mc Bin Laden.

O clima era de pegação e quase todos desfilavam com latas de cerveja ou "geladinhos alcoólicos", vendidos a R$ 5. Difícil era passar mais de cinco minutos sem ouvir um grupo de meninas ou meninos gritar: "Beija! Beija! Beija!" Pouco depois das 17h, uma garota puxava a outra  mão. "Ja bebi. Tô pronta para pegar todo mundo", disse, rindo. "Amiga, eu já estou em Nárnia", respondeu.

O trio elétrico parou de tocar ao menos uma vez por causa de tumulto na confusão. "Sem brigar, galera, vamos ficar na paz. Vamos vaiar a briga até parar", pediu um dos músicos. No cruzamento da Cardeal Arcoverde com a Cunha Gago, um rapaz também foi agredido por um segurança de uma casa noturna e foi socorrido ao pronto socorro de Pinheiros.

Muitos foliões também estavam fantasiados - a mais comum era de unicórnio. "Vendi tudo que eu trouxe", disse o ambulante Ailton Silva, de 27 anos, que duas horas após o começo da festa não tinha mais a tiara com chifre de unicórnio no estoque. A peça saía a R$ 10. "Mas até por R$ 15 a gente consegue vender."

Dispersão. Mesmo com palco montado para atrair foliões após o desfile de blocos no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital, ruas da região ficaram lotadas após o horário de dispersão, que deveria ser às 20h deste sábado, segundo programação da Prefeitura. A Polícia Militar não interveio e, até o momento, não há registro de confronto.

O trio elétrico do Ma-Que-Bloco só parou de tocar às 20h15, após o limiter permitido pela subprefeitura de Pinheiros. Às 20h30, foliões começavam a deixar o Largo, mas a praça e ruas adjacentes, entre elas a Cardeal Arcoverde, continuava lotada. Nas primeiras quadras da rua, havia apenas uma viatura da Companhia de Engenharia de Tráfego  (CET), mas nenhuma da PM.

A reportagem tambem presenciou uma briga no Largo da Batata, por volta das 20h. Houve gritaria e corre-corre, mas o tumulto foi apartado pelos próprios foliões. Nenhum policial apareceu.

A aposta da Prefeitura para evitar tumultos registrados em anos anteriores durante a dispersão foi intalar um palco no Largo da Batata, com  programação das 19h as 23h. Entre os shows deste sábado, está Tulipa Ruiz e Céu. A área do palco, no entanto, não comporta todos os foliões que foram ao bloco.

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