Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Ao lado do desabamento do Paiçandu, outro prédio corre risco

Bombeiros usam equipamento para monitorar o edifício

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 09h57

SÃO PAULO - Quarenta e oito horas após a tragédia, um prédio comercial na frente do edifício Wilton Paes de Almeida segue sendo monitorado por um equipamento alemão com raios infravermelhos, pois há risco de queda a qualquer momento. 

Em caso de movimentação da estrutura, o aparelho emite alerta sonoro para evacuação. Rachaduras no topo do prédio identificadas no dia seguinte ao desabamento pelos bombeiros e pela Defesa Civil colocam em risco os homens que trabalham na remoção dos escombros.

+++ Bombeiros mudam estratégia e passam a usar máquinas pesadas para retirar escombros

"Observamos rachaduras, porém não dá para saber se foi após o desabamento ou não. Este era o que tinha mais indícios de um abalo estrutural", diz o tenente do Corpo de Bombeiros, Guilherme Derrit. 

Importado da Alemanha pelo Corpo de Bombeiros, o equipamento é utilizado em ocorrências de desabamentos no Estado para monitorar a movimentação de estruturas. Em 2016, o aparelho foi usado nos deslizamentos de terra em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, após enchentes provocadas por fortes chuvas. 

+++ O que se sabe sobre incêndio que derrubou prédio no centro de SP

"Qualquer movimentação da estrutura onde o raio está monitorando, o equipamento acusa imediatamente e emite alarme de altíssimo som avisando os bombeiros e pessoas que estão trabalhando para evacuarem imediatamente o local", diz o tenente.

Segundo Derrit, a Igreja Evangélica Luterana já está condenada pela Defesa Civil e parte da estrutura pode ruir nos escombros onde os bombeiros trabalham. "Isso significa que a qualquer momento pode ocorrer a queda de uma boa parte do telhado, uma queda estrutural da igreja", afirma. "Os bombeiros já sabem disso e trabalham com a máxima cautela", diz Derrit. De acordo com ele, provavelmente a Igreja precisará ser demolida. Um laudo da Defesa Civil vai determinar a necessidade ou não de demolição.  

Já o prédio que fica atrás do edifício Wilton Paes de Almeida, onde os bombeiros abriram buracos para resgatar vítimas durante o incêndio, não tem risco de desabamento, segundo Derrit. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.