Ao final, sem tratamento

JOGO DE EMPURRA-EMPURRA

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h04

Como minha mãe precisa fazer uma prótese no joelho, procurei o Hospital São Paulo, referência para esse tipo de tratamento. O médico tirou radiografia e confirmou o diagnóstico, mas informou que o hospital não realiza esse procedimento e sugeriu que eu a levasse a um posto de saúde na região onde moro. Ele complementou que não conhecia nenhum lugar que fizesse essa cirurgia. Se o hospital referência não faz esse tipo de cirurgia, onde será feita? O posto me mandou para o hospital e este para o posto. Até quando vou participar desse jogo de empurra-empurra? Além disso, as torneiras do banheiro do hospital estavam amarradas com sacos plásticos, sendo impossível lavar as mãos. Fiquei indignada com toda a situação e descaso. MARA ANGELA MARTINHO / SÃO PAULO

O Hospital São Paulo informa que no dia 4/8 a paciente passou em consulta de emergência no Pronto-Socorro (PS) de Ortopedia, onde fez raio X do joelho. Pacientes atendidos no PS e sem necessidade de internação e de continuidade do tratamento ambulatorial são encaminhados à UBS próxima de sua residência, no Setor de Regulação, para entrar no sistema de tratamento ambulatorial. Informa que o banheiro será interditado para conserto, mas, em virtude de alta demanda de pacientes, os vasos sanitários estavam liberados para uso. Para higiene das mãos, os pacientes deveriam temporariamente utilizar as torneiras de outro banheiro próximo.

A leitora lamenta: O hospital se exime de qualquer responsabilidade. Não houve solução do caso, não ofereceram nada. Se é esse o tratamento que o hospital referência de São Paulo oferece, estamos muito mal.

BILHETE ÚNICO

Sistema sempre instável

O serviço de recarga do Bilhete Único nem sempre funciona. Nas duas últimas semanas de agosto, por exemplo, ele estava instável. Esse problema atinge diariamente milhares de pessoas da região metropolitana de São Paulo.

JOÃO C. VALENTIN JUNIOR

/ SÃO PAULO

A SPTrans responde que a rede para venda e recarga do Bilhete Único está funcionando normalmente. Acredita que o problema ao qual o leitor se refere deve ser por causa da troca da empresa responsável pela recarga dentro das estações do Metrô. A coordenação do processo de substituição da referida empresa é de responsabilidade do Metrô.

O Metrô informa que contratou 4 empresas credenciadas pela SPTrans para oferecer melhor serviço de recarga do Bilhete Único. A instalação do sistema está em período de transição (até o final de setembro). As empresas estão se capacitando e instalando equipamentos em quantidade superior ao contrato anterior, mas ajustes poderão ser feitos. Nesse período, é possível fazer a recarga em endereços próximos às estações de do Metrô ou nos pontos credenciados pela SPTrans.

O leitor revela: O problema de instabilidade no serviço de recarga do cartão continua.

FESTA NA RUA

Domingos barulhentos

Moro na Rua Leonor de Siqueira, em São Mateus. Desde o ano passado, todo 2.º domingo do mês há um evento chamado Comunidade do Samba Jardim Vera Cruz. Por causa da feira livre, a rua onde moro fica fechada das 5 às 15 horas aos domingos. No dia em 12/6, por exemplo, a festa começou logo após o fim da feira. A rua permaneceu fechada, com barracas de churrasco e pastel, as caixas de som foram ligadas num volume altíssimo e ninguém conseguia passar. Vários carros estacionaram na frente das residências, impedindo os moradores de sair com seus carros. Nesse dia, o barulho foi até as 22h30 e o resultado foi uma rua imunda. Outros moradores e eu ligamos para a CET, que aplicou multas, mas não desobstruiu a via. A polícia foi acionada pelo 190, mas não enviou viatura, como prometera. O Psiu foi acionado, em vão. Os estabelecimentos que promovem a festa não possuem licença de funcionamento para fechar a rua.

MARIA MADALENA SOUZA

/ SÃO PAULO

A Polícia Militar (PM) responde que a fiscalização apontada é tarefa do poder público municipal. A PM foi ao local e adotou as providências que a lei permite, como elaborar as autuações de trânsito e orientar as partes.

O Psiu não respondeu.

A leitora comenta: Neste domingo (18/9) houve o evento de novo. Três viaturas da PM foram ao local, o som foi desligado e a festa, encerrada. A Prefeitura tem de tomar alguma atitude, pois o bar que organiza a festa está irregular.

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