Anúncios de jornal são essenciais para recuperar a história

Em sua peregrinação por arquivos públicos, museus e acervos de jornais e revistas, o historiador José Inacio de Melo Souza contou com uma ajuda providencial: os anúncios. "No arquivo de um jornal, por exemplo, meu foco inicial eram as reportagens e os artigos", lembra. "Mas comecei a observar a quantidade de anúncios com a programação dos cinemas. Isso se tornou fundamental."

, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2010 | 00h00

Por meio de tal conteúdo publicitário, o pesquisador pôde identificar as películas exibidas. E não só. "Muitos espaços de exibição funcionaram por tão pouco tempo e de forma tão precária que não há registros deles em outras fontes que não os anúncios publicados na imprensa." Assim, sem essa colaboração preciosa, é bem possível que a existência de tais endereços ficasse perdida para sempre num buraco negro da história.

O curioso é notar as expressões que se repetem nesses anúncios publicitários. Para chamar a atenção, os nomes dos filmes costumavam ser acompanhados de informações como "pela primeira vez na América", "colossal programa", "gloriosa e insuplantável", "obra artística de extraordinário assombro". Sempre cheios de pontos de exclamação e a corriqueira informação: novidade!

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