Anúncio fora de abrigo de ônibus será aceito

Prefeito publicou ontem decreto que regulamenta publicidade no mobiliário; licitação dará, por mês, R$ 42 mi à Prefeitura

DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2012 | 03h05

Em ano eleitoral, a capital paulista vai ganhar 650 relógios de rua e terá 2 mil abrigos de ônibus reformados. O decreto que regulamenta como deve ser a volta da publicidade no mobiliário urbano da cidade, quatro anos após a chegada da Lei Cidade Limpa, foi publicado ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Além de render cerca de R$ 42 milhões mensais aos cofres municipais pelos próximos seis anos, a licitação repagina equipamentos sucateados há mais de quatro anos.

No decreto, o prefeito fez uma mudança em relação à lei aprovada pelos vereadores em 2011: o concessionário poderá instalar um painel publicitário de até 4 metros fora da área do abrigo de ônibus. Pela legislação original, essa publicidade deveria ficar no abrigo ou no totem indicativo da parada do coletivo.

Pela divisão determinada no decreto, as zonas oeste, sul e leste vão receber 150 relógios cada. As zonas norte e o centro terão cem relógios cada. Faz mais de quatro anos que a maior parte dos relógios de rua está quebrada - e muitos que funcionam informam temperatura e horários errados. A licitação do mobiliário urbano foi prometida em dezembro de 2007 pelo prefeito e prevista para ocorrer até o fim de seu primeiro mandato, em 2008.

Embelezamento. Outras medidas que visam a "embelezar" as ruas da cidade também estão saindo do papel justamente neste ano, quando Kassab tentará eleger seu sucessor ao cargo de prefeito. Um exemplo é o novo modelo de varrição, que, ao valor de quase R$ 1 bilhão por ano, aumentou em 20% o volume de lixo recolhido por dia na cidade: passou de 1,6 mil toneladas para 1,9 mil.

Além disso, a cidade deverá ganhar mais de 150 mil lixeiras, que terão de ser mantidas em funcionamento pelas empresas contratadas. A terceirização da manutenção desses equipamentos, que também vai atingir os abrigos de ônibus e os relógios de rua, é a aposta do prefeito para mantê-los conservados e funcionando ainda no primeiro semestre, antes das eleições.

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