Anunciados em 2011, radares ainda não chegaram ao Rio

Presidente do Instituto Estadual do Ambiente culpa burocracia pela lentidão de licitação de R$ 15 milhões

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

24 Março 2013 | 02h01

Dois anos após o anúncio da compra de dois radares meteorológicos de longo alcance e alta precisão para o Estado do Rio, feito em janeiro de 2011 pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, os aparelhos ainda não chegaram. À época, durante a tragédia que matou mais de 900 pessoas na região serrana, Minc afirmou que alegaria emergência para adquirir os radares.

"Eles serão instalados até dezembro", afirma a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. Ela culpou a burocracia pela demora e disse que o prazo de quase três anos "é considerado um recorde". Foi realizada uma licitação internacional de R$ 15 milhões para a compra dos aparelhos, financiada pelo Banco Mundial.

"Só em janeiro consegui licitar e contratar a primeira fase de obras para controle de cheias", diz Marilene. "Levamos dois anos entre elaborar e aprovar os projetos, publicar as licitações e assinar os contratos para poder dar ordem de início às obras."

Cada um dos equipamentos terá alcance de 400 quilômetros. "São dois radares banda S, que é a Ferrari dos radares meteorológicos. Vai melhorar muito a nossa capacidade de previsão."

Verba. Na quarta-feira, o Estado mostrou que, apesar de ser a terceira cidade do Rio mais afetada pelas chuvas de 2011, Petrópolis recebeu apenas R$ 41,2 mil do governo federal para obras relacionadas a desastres naturais. A verba veio da soma das liberações dos quatro principais programas do Ministério da Integração Nacional em 2012 - de um orçamento total de R$ 5,7 bilhões. O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas.

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