Anunciado como solução, Cratod vira mais um posto

Um ano depois da ocupação policial da Cracolândia, em janeiro deste ano, o governo do Estado anunciou com alarde a abertura do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). Além de ficar aberto 24 horas para atendimento, teria um promotor e um juiz de plantão para casos de internação involuntária e à força. Apesar do suposto endurecimento da política de drogas, o Cratod na prática passou a funcionar como mais uma unidade de saúde da região central.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2013 | 02h08

Em maio, houve nova tentativa: o governo lançou o Cartão Recomeço, que repassa R$ 1.350 por mês para aqueles que se dispuserem à internação. O repasse é feito diretamente para as unidades de tratamento.

Segundo o coordenador do programa, Ronaldo Laranjeiras, cerca de 300 pessoas recebem o benefício. Para o médico, contudo, a solução definitiva depende da criação de uma rede integrada de diferentes equipamentos de saúde, associado ao combate ao tráfico na região.

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