Leo Martins/Estadão
Leo Martins/Estadão

Antigo casarão do Dops em SP é arrematado por R$ 26 milhões em leilão

Fechado há 15 anos, imóvel é localizado em Higienópolis e foi comprado por valor 75% superior ao lance inicial; palacete tombado na Rua Marquês de Paranaguá também foi arrematado

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2018 | 17h47

SÃO PAULO - O antigo casarão que foi sede da Divisão de Ordem Política e Social (Dops) em São Paulo foi arrematado nesta quarta-feira, 19, por R$ 26 milhões, valor quase 75% superior ao lance inicial. O imóvel foi uma das cinco propriedades do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) compradas em um leilão realizado na capital paulista, que arrecadou R$ 29,6 milhões.

Ao todo, 26 imóveis estavam disponíveis para arremate. Dentre os cinco vendidos, estava mais um casarão histórico, localizado na Avenida Marquês de Paranaguá, 124, na Consolação, região central da cidade. Ele foi arrematado por R$ 1,97 milhão, valor 38% menor do que o lance inicial, de R$ 3,1 milhões, pelo Grupo Protege, de segurança patrimonial e que tem propriedades no entorno.

O antigo imóvel do Dops foi originalmente residência do ex-presidente brasileiro Rodrigues Alves. Ele fica localizado na Rua Piauí, 527, em Higienópolis, na parte central. Entre 1965 e 2003, foi endereço da Polícia Federal, por onde passaram de contrabandistas a opositores da ditadura militar. Também foi carceragem de um dos líderes da Camorra, Francesco Toscanino, e, também, do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto – acusado de desvios da Justiça Trabalhista.

Fechado há 15 anos, o casarão centenário é de estilo art nouveau. Um laudo técnico da empresa BBC Engenharia, de junho, aponta que o casarão precisa de “reparos simples e importantes”. Ele é tombado desde 2012 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) por ser um “exemplar de moradia abastada do início do século 20”.

Já o imóvel da Rua Marquês de Paranaguá é tombado desde 1995 e está em pior estado de conservação. Laudo técnico, de maio de 2018, aponta que está com a “conservação ruim, necessitando de reformas importantes”. 

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