Antes do Anhembi, Brasília

Neste carnaval, o sambódromo do Anhembi vai completar 21 anos de folia. O entusiasmo dos passistas, no entanto, foi precedido de muito trabalho. Entre 1980 e 1991, período de concepção e construção da passarela do samba paulistano, foi o engenheiro Eduardo Moraes Dantas, nascido na capital, que esteve à frente de cada detalhe da obra, idealizada por Oscar Niemeyer.

O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h01

O construtor do Anhembi já havia feito outras dobradinhas com o arquiteto. Na lista, o projeto da nova capital federal, Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960.

Mas foi em São Paulo que Dantas buscou construir com alegria. Depois de levantar o espaço de eventos do Anhembi, veio o sambódromo, que coroou o projeto. Hoje, a passarela tem pista de 530 metros de comprimento por 14 metros de largura. Recebe de blocos carnavalescos a escolas que representam o samba paulistano, como Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, Pérola Negra e Rosas de Ouro.

Neste ano, uma novidade: a dispersão do sambódromo está sendo duplicada. A demolição da estrutura física de um posto de gasolina ao lado permitiu a ampliação do espaço, que passará de 7 mil m² para 14 mil m².

A obra ainda vai possibilitar o fim do corre-corre das escolas de samba nas manobras de retirada dos carros alegóricos, no fim dos desfiles. / ADRIANA FERRAZ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.