Aniversário com violência

FALTA DE SEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2012 | 03h04

Em 27/7/2011 mandei um e-mail reclamando que não havia segurança nas ruas da região onde moro, na Vila Nair, Ipiranga. Na ocasião, eu tinha sofrido assalto a mão armada. A Polícia Militar (PM) me respondeu 10 dias depois com generalidades. A ausência de fiscalização policial no bairro continuou. Eis que no dia 25/1, bem no aniversário de São Paulo, quem ganhou o "presente" fui eu e meus vizinhos. Um taxista, logo na esquina de casa, foi assaltado também a mão armada. Ele só não foi baleado porque a arma do assaltante enguiçou. O que eu gostaria que a PM respondesse é o que ela está esperando para fazer rondas frequentes no local? Um latrocínio?

FERNANDO CORRÊA / SÃO PAULO

A PM informa que, a partir de um trabalho de inteligência policial, foi possível identificar e prender alguns criminosos que atuaram no bairro de Vila Nair e região no final de 2011. Boa parte dos presos era de Heliópolis, motivo pelo qual foram realizadas operações específicas e reforçado o policiamento em pontos críticos. É importante que o cidadão compreenda que segurança pública envolve diversos aspectos, e o patrulhamento é um deles. É importante que os cidadãos denunciem pelo Disque Denúncia (181). Em caso de emergência, pelo 190.

O leitor critica: É lamentável que não seja dada a máxima prioridade à ação de presença dos agentes. Parece que a prioridade da PM de São Paulo não é garantir a segurança pública, mas a higienização social. Primeiro foi a USP, depois a cracolândia, agora o Pinheirinho. Mas quando se trata de garantir a segurança das pessoas, em seus lares, nos espaços públicos, a PM não está presente.

BANCO DO BRASIL

Conta corrente violada

Tive minha conta corrente do Banco do Brasil violada em 31/1/2011, ocasião em que foi efetuado eletronicamente contrato de empréstimo no valor de R$ 10.750. Tal quantia foi transferida eletronicamente para outra conta corrente entre os dias 31/1, 1.º/2 e 2/2. Solicitei pessoalmente, sem resultados conclusivos e apenas com respostas evasivas da instituição bancária, o cancelamento dos débitos automáticos, o encerramento da conta, a cópia do contrato de empréstimo com a assinatura do responsável pela aprovação e o rastreamento da movimentação, identificando onde foram efetuados o empréstimo e as transferências dos valores. Quero que o banco assuma total responsabilidade pela violação da minha conta e não responsabilize o cliente, como foi feito em resposta ao Procon.

ANSELMO AMARAL DOS SANTOS / SÃO PAULO

O Banco do Brasil diz que, por meio de ouvidoria, prestou esclarecimentos ao cliente sobre a conclusão do processo de contestação de débito. Esclarece que acata todos os pedidos de contestação de débitos não reconhecidos pelos clientes e realiza análise técnica criteriosa, que passa por diversas instâncias especializadas da instituição.

O leitor contesta: O problema não foi resolvido. Infelizmente, uma instituição bancária como o Banco do Brasil ainda tem estrutura de atendimento ao cliente arcaica, emperrada, ineficiente, com uma ouvidoria inapta, sem nenhum poder de decisão, que se limita apenas a responsabilizar o cliente pela violação de sua conta corrente e não solucionar o problema. A reclamação foi apresentada à Fundação Procon no dia 3/2/2011.

PINHEIROS

Via repleta de buracos

Solicito providências em relação ao estado calamitoso em que se encontra a Rua Artur de Azevedo, em Pinheiros. Da Henrique Schaumann à Mourato Coelho a pista está intransitável. Foi iniciada a fresagem do asfalto há semanas e as crateras estão cada vez maiores, o que pode provocar acidentes, especialmente com a volta às aulas.

MARTHA BERNILS / SÃO PAULO

A Superintendência das Usinas de Asfalto, da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, informa que a empresa responsável pelo recapeamento da Rua Artur de Azevedo iniciou dia 30/1 a aplicação da capa asfáltica. E nos locais onde houve desagregação do pavimento antigo está sendo realizada ação com serviço de tapa-buraco, até a aplicação definitiva da capa asfáltica. O atraso na obra foi causado pelas chuvas e deverá estar concluído em até 15 dias.

A leitora critica: A execução desses serviços deveria ter sido planejada em outra época, que não a de chuvas. Caso as ações fossem mais bem planejadas não haveria tanto transtorno e desperdício de tempo, mão de obra e material. Sobre o trecho em questão, cabe ressaltar que desde 27/1 não chove e, portanto, as obras de recapeamento já poderiam estar bem mais adiantadas, se não concluídas.

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