JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO
JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO

Animais fogem de queimadas e vão para cidades

De 1.º de janeiro até dia 15 de agosto, satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 2.093 focos de incêndio no Estado de São Paulo

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 03h00

Para fugir das queimadas que se espalham pelo interior de São Paulo, animais silvestres começam a invadir áreas urbanas. Nesta segunda-feira, 15, uma jaguatirica foi encontrada no galinheiro de um morador do bairro Agrovila IV, em Caiuá, oeste paulista. O animal havia matado dez galinhas. O dono da propriedade chamou o Corpo de Bombeiros, mas a jaguatirica fugiu.

Segundo os bombeiros, a mata próxima havia sido atingida por um incêndio, o que pode ter levado o felino a se refugiar no galinheiro.

De 1.º de janeiro até 15 de agosto, satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 2.093 focos de queimadas no Estado de São Paulo, 97% a mais que no mesmo período do ano passado, quando aconteceram 1.061.

No dia 27 de julho, em Itapira, uma onça-parda foi encontrada no galinheiro de uma casa no bairro Pinheiros. O animal, sedado e resgatado pela Patrulha Ambiental, estava com a pata traseira queimada.

Em Jundiaí, no último domingo, moradores flagraram exemplares de macaco-prego tentando escapar de um incêndio numa área de vegetação, no acesso a Itatiba. Os primatas se refugiaram nas árvores mais altas, enquanto os bombeiros apagavam as chamas. Na sexta-feira da semana passada, um lobo-guará foi encontrado dentro de uma máquina, numa empresa do parque industrial da cidade. Na noite anterior, um incêndio havia atingido uma área de matas das proximidades.

Inverno. De acordo com o Instituto Caminho das Onças, organização vinculada ao Instituto Chico Mendes (ICMBio), os acidentes com animais silvestres chegam a dobrar no inverno, período em que as matas secam e aumentam as queimadas.

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