Anhembi vai ter caminhão-pipa em caso de emergência

Segundo presidente da SPTuris, Wilson Poit, fornecimento de água foi garantido pela Sabesp e medida representaria um 'Plano C'

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 17h01

SÃO PAULO - Em meio à crise hídrica, caminhões-pipa podem ser usados para garantir o abastecimento de água no desfile das escolas de samba no sambódromo do Anhembi. "Nós temos um contrato de fornecimento de caminhões-pipa: se for necessário, vão ser comprados, caso contrário, não. É o nosso 'Plano C'", afirmou o presidente da SPTuris, Wilson Poit.

Considerada uma medida de emergência, Poit acredita, no entanto, que não vai precisar recorrer aos equipamentos. "Tudo indica que a água que está vindo pela Sabesp, mesmo com baixa pressão, somada à nossa própria capacidade, é suficiente", disse.

Para assegurar o abastecimento, a SPTuris confia em dois poços artesianos, com capacidade para até 410 mil litros de água por dia, além de reservatórios que somam mais 900 mil litros. Outra medida adotada foi a instalação de redutores de pressão nas torneiras e vasos sanitários do complexo. "Nós temos 'Plano A', 'Plano B' e Plano C'. Se houver um consumo maior, nós teríamos um socorro disso (caminhões-pipa)", afirmou Poit.

O presidente da SPTuris esteve reunido com representantes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nesta quarta-feira, 4, para discutir a questão do fornecimento de água no complexo. Segundo afirma, o abastecimento está garantido. "Nessa região, existe uma redução de pressão em alguns horários, como em outros bairros, mas que não deve afetar o fornecimento."

Os desfiles acontecem nos próximos dias 13 e 16 de fevereiro e a expectativa da Prefeitura é de receber cerca de 110 mil espectadores. O número considera tanto os desfiles do Grupo Especial quanto do Grupo de Acesso. Para Poit, a chegada de turistas também não deve afetar o consumo de água. O argumento é que a maior parte dessas pessoas já seria de São Paulo, a exemplo do ano passado quando 76,5% do público era da própria capital e 8,5% da Grande São Paulo.

Retorno. Para o carnaval deste ano, a Prefeitura espera que o retorno financeiro seja 50% maior do que em 2014, quando os turistas gastaram R$ 60 milhões em diversas atividades da capital. Em 2015, a expectativa é de R$ 90 milhões. "Estamos estimando que o carnaval seja recorde de retorno para a cidade", disse Poit.

O presidente da SPTuris afirma que esse retorno está relacionado ao dinheiro gastos em hotéis, restaurantes, compras e diversos serviços da cidade. "O novo carnaval está associado hoje a uma grande festa que acontece nas ruas", justificou.

Vila Madalena. Poit disse, ainda, que a fiscalização dos blocos de rua na Vila Madalena, zona oeste da cidade, onde moradores reclamaram de transtornos no último fim de semana, vai ser "bastante intensificada a partir de agora".

A orientação da Prefeitura é que os blocos encerrem as atividades até as 22h e os foliões sejam completamentos dispersados até meia-noite. Questionado se a dispersão seria feita com maior atuação policial, Poit respondeu que a determinação "não está dessa maneira".

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