Andinho teria mandado matar policiais do Denarc

O sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, foi flagrado nos grampos telefônicos do Gaeco pedindo que seus comparsas desenterrassem armas para atirar em policiais do Denarc, que teriam começado a sequestrar e torturar familiares, inclusive crianças, dos traficantes sob seu comando. Andinho comanda de dentro do presídio o tráfico de drogas na Favela do São Fernando, em Campinas.

Ricardo Brandt, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2013 | 02h06

O telefone do sequestrador estava grampeado por causa de uma investigação iniciada em outubro do ano passado pelo Gaeco, para prender os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Campinas.

Para os promotores, a ordem foi para desenterrar armas que estavam escondidas e reagir contra a ação dos policiais de São Paulo que passaram a extorquir dinheiro dos traficantes sob seu comando para que eles atuassem em Campinas.

Andinho está preso desde 2002 e cumpre pena por sequestro, formação de quadrilha e assassinatos no presídio de Presidente Venceslau, onde deveria estar isolado. Ele também é um dos acusados pelo assassinato do prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, em 2001.

Em uma ligação para o traficante de Ribeirão Preto Flaviano Lima de Oliveira, apontado como seu braço direito, ele teria pedido para que ele agisse contra os promotores em Campinas. Depois de os promotores chamarem para depor a mulher do traficante, Luciana Seixas, e uma filha de 19 anos, em um inquérito sobre lavagem de dinheiro, ela ligou para o telefone do marido avisando que estava sendo investigada.

Dias depois, Andinho ligou para o comparsa e pediu: "Você vai ter de resolver um problema pessoal meu lá em baixo". Para os promotores, o sequestrador acionou o traficante para que ele armasse um atentado.

Ontem, o acusado de ser o responsável pela distribuição das armas, João da Costa Neto, foi preso em Campinas.

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