Análise: Transformação de baixo para cima

Na última década, metrópoles de vários locais do mundo foram impulsionadas pela combinação de forças de diferentes setores da sociedade civil em redes formadas por empresários, instituições e indivíduos. São estruturas criadas <CW-15>de baixo para cima, ou seja, a partir da população e com o objetivo de influenciar a tomada de decisões. Elas rompem com o modelo tradicional de iniciativas criadas pelo poder público e impostas aos cidadãos e também com expectativas “sebastianistas”, de que um dia aparecerá um gestor capaz de resolver todos os problemas com uma só tacada. 

Mariana Barros*, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2017 | 03h00

No Brasil, grupos têm ganhado força ao modificar espaços públicos, pleiteando melhorias em seus bairros ou criando pontos comerciais, de lazer e serviços capazes de modificar a dinâmica local. Em São Paulo, um exemplo é a transformação do bairro de Campos Elíseos, originado para servir de endereço aos barões do café e esvaziado desde os anos 1960.

Houston, nos Estados Unidos, também foi transformada a partir da sociedade. Ainda em 1907, foi criada a instituição Neighborhood Centers, pela esposa de um advogado da cidade. Inicialmente voltada à caridade, a associação ganhou força a partir de 2010, e se tornou uma das maiores do país, com orçamento de US$ 275 milhões por ano.

* É cofundadora do Esquina, plataforma sobre cidades que tem sede no Campos Elísios.

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