Análise: Renovação ideal é de um quinto da frota todo ano

'Por causa da exigência do emprego, carros de patrulha se desgastam rapidamente, o que exige substituição regular'

Carlos Alberto de Camargo*, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2017 | 05h00

O primeiro governo Mário Covas (1995-1999) foi muito difícil em termos de aquisições, pois sua prioridade foi recuperar a economia. A partir do segundo mandato e de sua continuação, no governo Alckmin (2002-2003), tornou-se possível um planejamento de aquisições. Antes do governo Covas, tivemos compras descontinuadas: os Opalas do radiopatrulhamento padrão do governo Quércia (1987-1991), por exemplo. Mas nada que pudesse parecer uma política de longo prazo.

Carros de patrulha devem estar sempre em muito bom estado operacional. Mas esses carros, por causa da exigência do emprego, se desgastam rapidamente, o que exige substituição regular. Adquirir grande quantidade em uma única licitação, além do custo orçamentário, significa que terão de ser, na época oportuna, substituídos de uma só vez.

Uma programação de substituição da ordem de 20% parece ser a ideal, porque teremos sempre muitos carros novos e poucos carros mais velhos aguardando a vez de serem trocados. Além disso, a troca da frota segundo uma programação permite previsão orçamentária adequada, distribuição dos empenhos ao longo de todo o período do orçamento e o descarte de carros enquanto ainda têm valor econômico (podem ser alienados em leilões como material rodante e não como mera sucata). A atividade policial é crítica, ou seja, deve estar isenta de problemas que levem a falhas na atuação. Por isso, devem merecer atenção as condições do armamento e do carro de patrulha.

* EX-COMANDANTE-GERAL DA PM

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