Análise: Policiais precisam saber quando atirar

SÃO PAULO - O momento de decidir se atira ou não em alguém é uma hora de extrema tensão para o policial. Em São Paulo, isso é admitido quando alguém aponta uma arma para o PM. O que falta para os policiais é um tipo de treinamento que os coloquem em posição de raciocinar para evitar a chegada desse momento de tensão. Evitar a exposição a essa situação. 

Tânia Pinc, POLICIAL MILITAR REFORMADA E MEMBRO DO FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA

04 Junho 2016 | 03h00

É possível identificar quatro grupos de policiais: aqueles que têm consciência e sabem raciocinar em momentos de confronto; aqueles que não controlam o medo e perdem o raciocínio nessas horas; aqueles que pensam mais em pegar o bandido do que em se proteger e aqueles que acham que devem matar bandidos. O primeiro e o último grupos são os mais pequenos. 

Acontece que, no Brasil, há pressão social muito grande para que se matem criminosos. Assim, os integrantes dos dois maiores grupos acabam decidindo atirar porque estão expostos a essa situação e porque sucumbem à pressão. A PM de São Paulo é muito mais estruturada do que, por exemplo, a do Rio. Ela tem condições de mudar essa situação. 

Mais conteúdo sobre:
SÃO PAULO Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.