ANÁLISE: planejamento deve ser revisto a cada nova gestão

Uma cidade precisa de continuidade de planejamento. Um novo Plano Diretor nunca pode ser totalmente novo, deve ser apenas um aperfeiçoamento. Hoje, essa revisão ocorre a cada 10 anos. Defendo que ela aconteça a cada troca de gestão.

Cândido Malta,

20 de agosto de 2013 | 02h04

Nesse momento, é importante dizer que estamos estudando mudanças na política que direciona o plano. As regras concretas são definidas na regulamentação desse projeto, no verdadeiro Plano Diretor, que só tem definida de modo completo a Lei de Zoneamento. É fundamental acrescentar-lhe os planos de transporte, de habitação e de saneamento básico. Provavelmente, o Plano Diretor de verdade virá só no ano que vem.

Para funcionar, essa política precisará ser detalhada, com local e prazo das intervenções. Se queremos criar faixas de ônibus nas vias mais largas, por exemplo, o plano deve nos dizer quais avenidas são essas.  Do mesmo modo, o poder público deve especificar de onde vai tirar dinheiro para fazer as obras. E, o mais importante: se queremos que a cidade não congestione de uma vez, temos de calcular o limite máximo de seu adensamento, segundo a capacidade de suporte do sistema. Ele definirá os potenciais construtivos passíveis em cada região. Sua ausência produziu o caos na mobilidade que vivemos.

* ARQUITETO E URBANISTA

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