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Análise: Liberar poda exige critérios, empresas idôneas e fiscalização

Quando serviço é feito de forma equivocada, apodrece troncos e galhos, o que muitas vezes culmina em adoecimento e quedas das plantas

Ricardo Cardim *, O Estado de S.Paulo

04 Março 2017 | 03h00

Iniciativas que melhorem a arborização urbana da metrópole são necessárias, e não é segredo que precisamos cuidar melhor de nossas árvores. As chuvas de verão mostram isso todo ano, com milhares de acidentes e até fatalidades. Mas poda não é a solução para todos os problemas. Quando feita de forma equivocada, apodrece troncos e galhos, o que muitas vezes culmina em adoecimento e quedas das plantas, além de reduzir copas e consequentemente os benefícios ambientais.

A boa poda é a de formação, em galhos jovens, fáceis de cicatrizar, que encaminham a árvore para crescer em formato adequado perante as estruturas urbanas, algo ainda raro na cidade. Liberar aos cidadãos a contratação de podas, embora acelere os atendimentos e a solução de insatisfações, exige critérios, empresas idôneas, capacitadas e fiscalização, sob pena de perdermos parte significativa da floresta urbana motivado muitas vezes por interesses particulares. 

Precisamos cuidar da arborização como um todo, periodicamente, atentando-se para fatores como a escolha correta de espécies, mudas bem formadas, solo bem preparado, canteiros amplos e permeáveis, prevenção de pragas, fiação enterrada e campanhas educativas de valorização do verde.

* É BIÓLOGO E AUTOR DO SITE ÁRVORES DE SÃO PAULO

 

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