Análise judicial denuncia falta de treinamento

Um relatório redigido por cinco experts independentes contratados pelo Tribunal de Grande Instância de Paris é avassalador sobre as responsabilidades da Airbus e da Air France no acidente. Os peritos afirmam que os pilotos da companhia não tinham treinamento específico, nem informação para enfrentar o defeito dos sensores de velocidade.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

O documento foi obtido pelo jornal Libération. A conclusão não deixa dúvidas: "Na época, as tripulações não estavam preparadas para afrontar (as falhas)" por "falta de informação" e "falta de treinamento" de parte da Air France. Além disso, os procedimentos recomendados pela Airbus foram considerados difíceis de "aplicar".

Essas impressões foram colhidas de tripulações de nove Airbus da Air France que já haviam enfrentado problemas similares de incoerência na aferição de velocidade, causados por defeito nas sondas Thales AA. Por sorte ou perícia, essas equipes conseguiram controlar as aeronaves sem acidentes. É com base nessas considerações que a juíza Sylvia Zimmerman abriu processo de homicídio involuntário contra Air France e Airbus.

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