Análise: boas empresas aplicam testes psicológicos rígidos

José Elias de Godoy é capitão da Polícia Militar de São Paulo e autor de livros sobre segurança

O Estado de S. Paulo,

03 Outubro 2011 | 22h45

SÃO PAULO - Já existe uma legislação federal que rege o funcionamento das empresas de segurança privada e as obriga a cumprir uma série de requisitos, além de apresentar diversos documentos para poder funcionar. Uma das exigências é o treinamento mínimo de 160 horas para os trabalhadores do setor, atividade que é fiscalizada pela Polícia Federal. Sempre é possível melhorar, mas as grandes empresas do setor são bem acompanhadas pelas autoridades.

Talvez, o principal problema que esse episódio levante seja outro: o modo como é feita a seleção de pessoal para trabalhar armado - em uma atividade que requer um perfil profissional peculiar. As boas empresas são aquelas que fazem um processo de seleção rígido, com testes psicotécnico e psicológico rigorosos, capazes de identificar indivíduos de "pavio curto" e explosivos. Esses profissionais devem estar aptos a distinguir com frieza a hora em que o disparo se faz necessário - em casos extremos de legítima defesa.

O setor tem contratado muito. São pessoas que fazem curso de vigilante e saem em busca de trabalho em época de desemprego. Além de uma competente área de recursos humanos, as empresas devem ter estrutura capaz de oferecer suporte administrativo e operacional a seus funcionários. Para que eles possam atuar em ambiente seguro.

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