Análise: Acelerar obras não depende só dos profissionais

Precisamos analisar esse convênio em partes. Primeiramente, no que envolve investimentos, o Plano Plurianual vigente, que vai até 2015, prevê para a área de transportes investimento de R$ 45 bilhões. Parte vem do Tesouro do Estado, parte vem de organismos financiadores, e parte das Parcerias Público-Privadas. Mas, para atrair os parceiros, é preciso projetos de viabilidade que garantam uma taxa de retorno atraente, senão ele não vem. Duvido que empresas de construção venham para cá. Mas as empresas de engenharia, sim.

José Geraldo Baião, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS DO METRÔ, O Estado de S.Paulo

17 Março 2012 | 03h01

O Metrô tem número suficiente de profissionais para execução dessas obras. Mas, na década de 1990, muitos não tinham mercado de trabalho, resultado da paralisação do setor. E todos os outros metrôs do Brasil tiveram apoio técnico paulista. Os profissionais que já se aposentaram ainda trabalham, até na China. Não é a quantidade de profissionais que vai acelerar as obras. Há o arcabouço jurídico que não conseguimos vencer. A Linha 17-Ouro (no Morumbi), por exemplo, não está parada por falta de profissionais nem de recursos, mas de licença ambiental.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.