Anac: vôos registram menor nível de atraso em 15 meses

Para agência, redução é reflexo de operações realizadas nos aeroportos e adequações de empresas

Agência Estado,

11 de agosto de 2008 | 14h17

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira, 11, que o índice de atrasos na aviação regular caiu em julho ao menor índice já registrado em 15 meses. Segundo o órgão, em julho de 2007, 42,7% dos vôos no Brasil decolavam com atrasos superiores a 30 minutos. Um ano depois o índice de atrasos recuou para 15,4%. Segundo a Anac, o índice está dentro do padrão de países desenvolvidos. A agência informa que no Reino Unido, por exemplo, os atrasos acima de 30 minutos em 2008 estão entre 15% e 18%. No Brasil, por sua vez, os atrasos acima de 30 minutos no Brasil não chegaram a superar a marca mensal de 25% nos sete primeiros meses de 2008. Os dados são acompanhados pela Anac a partir de informações computadas pela Infraero nos 67 aeroportos administrados pela estatal e abrangem as operações das cinco maiores companhias da Aviação Regular nacional - TAM, Gol, Varig, Webjet e OceanAir, que detêm 98% do mercado doméstico brasileiro. A agência destaca ainda que se considerado o referencial de atrasos utilizado até o início do ano - de 60 minutos - a redução do índice seria ainda maior: de 25,8% em julho de 2007, para 5,5% no mês passado. A Anac destaca ainda que os aeroportos brasileiros receberam 2,4 milhões de passageiros a mais de junho de 2007 a junho de 2008 (as informações de julho de 2008 ainda não estão disponíveis). Segundo avaliação da Anac, a redução dos atrasos deve-se a uma série de ações das autoridades do setor e a adaptações feitas pelas próprias empresas aéreas. "A Anac, por exemplo, reorganizou a malha aérea brasileira e aumentou a fiscalização sobre as companhias para identificar e corrigir as razões que provocavam atrasos", afirma em nota. A expectativa é de que os índices de atraso continuem em queda durante o segundo semestre de 2008.

Tudo o que sabemos sobre:
aviação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.