Anac estuda reduzir voos da TAM

Ministro vê operação-padrão em empresa, 2ª no ranking de atrasos de fim de ano; companhia admite faltas de tripulantes 'acima da média'

, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2011 | 00h00

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estuda a redução no número de voos da TAM, após a série de atrasos registrados no início do ano. A ordem veio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que atribuiu parte dos atrasos e cancelamentos de voos dos últimos dias a uma operação-padrão dos funcionários da empresa.

Levantamento revelado ontem pelo Estado mostrou que, entre as companhias, a Webjet foi a que mais atrasou neste fim de ano, piorando seus índices em relação a 2009. De 18 de dezembro a 3 de janeiro, 47,8% dos voos da empresa tiveram atrasos superiores a 30 minutos - piora de 168% na comparação com 2009, mesmo que o número de voos tenha aumentado 5,6%. A TAM ficou em segundo lugar - 34,1% dos voos atrasaram no fim de ano, uma piora de 62,3% em relação ao ano anterior.

Na visão de Jobim, os problemas de início de ano ocorreram por "falta de planejamento, de competência e de gestão". "A greve está afastada. O que está havendo, ao que tudo indica, é uma operação-padrão na TAM. Há uma diferença muito grande entre o planejamento de voos da empresa e o que vem sendo executado. A Anac já está estudando determinar, eventualmente, a manutenção da atual malha da empresa, mas eu disse à presidente da agência (Solange Vieira) que a possibilidade de a malha aérea da companhia ser reduzida, caso os atrasos continuem, também deve ser examinada", disse à Agência Brasil. A Anac diz que seus inspetores estão na sede da TAM para analisar o motivo dos atrasos.

Data-base. Jobim ainda admitiu que o fato de aeronautas e aeroviários terem data-base no fim de ano abre espaço para ameaças de paralisações na alta temporada. "Não vamos nos enganar, essa é uma questão de jogo político. Só que esse é um problema que as empresas e os sindicatos têm de resolver e no qual eu não me meto."

Em nota, a TAM disse que "registrou número de faltas de tripulantes e funcionários de rampa (carregamento das aeronaves) acima da média em algumas bases no País, sendo um fator contribuinte para os atrasos" no início do ano. Anotou que "além de trabalhar para reduzir os atrasos, se preocupou em manter a regularidade, evitando ao máximo o cancelamento de voos".

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