Anac adverte aéreas por venda de passagens em Congonhas

TAM, BRA, Pantanal e Ocean Air são multadas em R$ 10 mil por terem vendido passagens, diz TV Globo

Isabel Sobral, do Estadão,

26 de julho de 2007 | 07h06

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu, na noite de quarta-feira, 25, liberar a venda de passagens a partir do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, na próxima segunda-feira, 30. Na quarta, TAM, Ocean Air e Pantanal foram advertidas por terem descumprido a resolução da Anac que proibia a venda de passagens que tinham São Paulo como partida ou destino.   Sem alarde, a agência publicou em seu site uma nova resolução estabelecendo que a proibição iria vigorar de quarta até domingo. Na véspera, a Anac havia determinado a suspensão por tempo indeterminado, até que o fluxo de passageiros se normalizasse. De acordo com informações da TV Globo, TAM, BRA, Pantanal e Ocean Air foram multadas em R$ 10 mil por terem vendido passagens de vôos que saem de Congonhas mesmo após a proibição da Anac.   Às 15 horas de quarta, no balcão da TAM em Congonhas, uma atendente realizava a venda de uma passagem para o dia 1º de agosto no trecho Congonhas-Brasília, às 9h50, a R$ 319,12. A atendente apenas ponderou que, no caso de algum imprevisto no dia, em Congonhas, como chuva, a empresa cobraria a tarifa de remarcação. A assessoria da TAM justificou que não havia restrições de venda para bilhetes saindo de Congonhas para outras datas além desta quarta-feira.   Uma atendente no balcão da Ocean Air, também em Congonhas, realizava vendas de passagens com saída do mesmo aeroporto para Brasília no dia 31 de julho, às 7h45, com escala em Belo Horizonte ao preço de R$ 210,62. Em uma parceria com a BRA, a Ocean Air também vendia passagens para os mesmos trecho e dia, sem escala, a R$ 186,62, parcelado em seis vezes no cartão. O site oficial da empresa também operava sem restrições. A assessoria da Ocean Air respondeu que não tinha conhecimento das vendas e ia checar com a própria empresa.   Nos sites das empresas Gol e Varig, trechos entre Congonhas e Brasília testados pela reportagem não estavam disponíveis para venda.   (Com informações da Reuters.)

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