Ampliação do estacionamento prevê ''bolsões'' para moto

O atual estacionamento de Cumbica está com os dias contados. A promessa é que dentro de um ano seja entregue o primeiro módulo de um estacionamento high tech, que funcionará por meio de elevadores automáticos que levam o carro até a vaga, sem intervenção humana. Não vai mais haver um pátio, mas pequenos prédios exclusivos para a armazenagem de carros.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

21 Março 2011 | 00h00

A atual capacidade de 2.948 vagas de automóveis convencionais deve ser triplicada. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirmou, em nota, que o projeto contempla bolsões específicos para motos. "No entanto, esses espaços não serão automatizados porque a pesquisa sobre a viabilidade econômica do empreendimento concluiu pela não utilização do sistema automatizado, neste caso, decorrente dos altos custos de implementação do sistema diferenciado necessário para motos em relação ao retorno dos usuários", informou.

Especialistas ouvidos pelo Estado apontam duas soluções para armazenar motocicletas em estacionamentos totalmente automatizados. "A solução mais conveniente é estacioná-las no pavimento de entrada, o único dedicado à circulação de veículos", explica o arquiteto Idal Feferbaum, que já aplicou a tecnologia em estacionamentos do tipo na Europa. "Podem também ser estacionadas em containers próprios para esse fim, armazenados da mesma maneira que os carros." O novo estacionamento já prevê também um espaço reservado à passagem do Trem de Alta Velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, cujo trajeto ainda não foi definido mas deve passar por Cumbica.

A medida deve facilitar a vida de gente como o arquiteto Ricardo Comissoli, de 38 anos, que passou por uma epopeia quando resolveu ir ao aeroporto, de moto, para ver a mãe enquanto ela esperava um voo de conexão. Barrado no estacionamento, ele tentou parar no terminal de cargas, mas não havia espaço. No "puxadinho", a moto não cabia porque era grande. Já perto de perder a hora, teve de parar de qualquer jeito próximo do desembarque. "Eu sou cliente do terminal de passageiros, não de cargas. No maior aeroporto do País não se pode ir de moto?", disse ele. Comissoli mandou e-mail para a ouvidoria da Infraero sobre o problema, mas não obteve resposta.

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