Amigos visitam casal Nardoni após saída da prisão

Amiga que acompanhava irmã de Alexandre na noite da morte de Isabella nega acusações sobre telefonema

Agência Estado,

12 de abril de 2008 | 15h03

Amigos visitaram na manhã desde sábado, 12, a residência da família Nardoni, no bairro Tucuruvi, na zona norte de São Paulo, onde estão Alexandre Nardoni e sua mulher Anna Carolina Jatobá, libertados na sexta-feira. O pai e a madrasta de Isabella Nardoni, de 5 anos, que morreu no dia 29 de março após ser jogada pela janela do apartamento do pai, ficaram nove dias presos.   Natália de Souza, amiga da Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, foi até a casa. Estava acompanhada por um casal que levava várias sacolas de supermercado com produtos de limpeza, frutas e outros alimentos. Natália, que estava com a irmã de Alexandre num bar na zona norte na noite em que Isabella foi assassinada, negou que a amiga tenha feito declaração sobre a ligação telefônica recebida. "Ela não falou nada daquilo que estão dizendo." Duas testemunhas ouvidas pela polícia teriam informado que ela teria dito que o irmão "fez uma besteira".   Peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML) trabalham para concluir até o fim da próxima semana os laudos sobre a morte de Isabella . Oficialmente, porém, evitam dar prazo para o fim dos trabalhos.   O diretor do Núcleo de Física do IC, Adilson Pereira, confirmou na sexta-feira que alguns exames periciais e laboratoriais estão prontos, mas se recusou a divulgar os resultados. "Só iremos divulgá-los depois que a equipe se reunir e chegar a um consenso sobre o laudo final." O Núcleo de Crimes Contra a Pessoa do IC emitirá um relatório, consolidando análises feitas pelos núcleos de Física, Biologia, Bioquímica e Identificação Criminal.   Questionado sobre afirmações do promotor Francisco Cembranelli, que disse ter informações que ligam o pai e a madrasta de Isabella ao crime, Pereira fugiu da polêmica. "A autoridade policial, os peritos e o promotor trabalham em conjunto. Ele (Cembranelli) acompanha o andamento do inquérito e tem acesso a dados. De nossa parte, não trabalhamos com laudos preliminares." Pereira negou que o retorno dos peritos ao apartamento do casal Nardoni - foram seis visitas ao imóvel em menos de duas semanas - tenha sido motivado por falhas nas primeiras coletas de provas. "Voltamos para tirar dúvidas e isso será feito sempre que necessário."   O diretor do Centro de Exames, Análises e Pesquisas do IML, Carlos Alberto de Souza Coelho, disse que o laudo necroscópico está adiantado, restando a conclusão dos exames toxicológicos e patológico, que revelarão a causa mortis. Sabe-se que Isabella foi vítima de tentativa de asfixia. Mas legistas ouvidos pelo Estado não acreditam que isso tenha sido suficiente para matá-la. Ao que tudo indica, a criança foi jogada do 6º andar em agonia. O impacto pode ter selado a morte de uma vítima já em estado grave.   (Com Bruno Tavares, de O Estado de S. Paulo)

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