Amigos somem após abordagem da PM

Os dois rapazes foram vistos pela última vez na sexta-feira, quando eram parados por policiais militares; Corregedoria investiga o caso

Elvis Pereira / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Os amigos Emerson Heida, de 28 anos, e Edson Edney da Silva, de 27, desapareceram na última sexta-feira na zona sul de São Paulo. Eles foram vistos pela última vez quando eram abordados por policiais militares no bairro da Cidade Dutra. A Corregedoria da PM e a Polícia Civil investigam o caso.

No fim da tarde de sexta-feira, o vigilante Emerson decidiu dar uma carona para o irmão, Anderson, de 26 anos, que estava atrasado para o trabalho. Morador do Jardim das Fontes, em Engenheiro Marsilac, Emerson convidou Edson para ir junto.

O trio saiu no Kadett vermelho 1994 da sogra de Emerson. Como não é habilitado, o vigilante não costuma sair do bairro, segundo parentes. Mas, para ajudar o irmão, recém-contratado na Volkswagen de São Bernardo, arriscou ir mais longe.

No início da noite, Emerson deixou o irmão no ponto de ônibus do Largo do Rio Bonito, no bairro do Socorro, e pegou o retorno para voltar para casa. Anderson disse que entrou no ônibus e, de dentro do coletivo, viu Emerson e Edson parados no cruzamento das Avenidas Robert Kennedy e Professor Papini. Ambos estavam fora do Kadett, com as mãos para trás e conversando com PMs. O carro está com o licenciamento atrasado.

Anderson seguiu para o trabalho e, no caminho, ligou para a mulher de Emerson, Aline Christina Valentim, de 25 anos, para checar se ele chegara em casa. Ela respondeu que não.

Perfil.

Aline diz que o marido nunca ficou tanto tempo fora de casa. Os dois estão casados há dois anos. Emerson é vigia no Banco Itaú, próximo da Estação Conceição do Metrô, na zona sul. Para ela, o marido pode ter tentado argumentar com os policiais. "Ele é um pouco respondão, mas sabe até que ponto pode chegar." Emerson não estava armado e não tem passagem pela polícia.

Edson mora no mesmo bairro que Emerson e trabalha em uma metalúrgica na zona sul. "Ele não jantou nem tomou banho. Só pegou a bolsa e saiu", disse Patrícia Cândido de Paula, de 24 anos, casada com o operário há cinco. "Fui à metalúrgica e disseram que ele não apareceu", continuou Patrícia. O operário, segundo ela, já cumpriu dois anos de prisão por roubo. O casal tem uma filha, Nicole, de 3 anos.

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