Alex Silva/AE
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Amigo diz à polícia que filho de policiais planejava matar a família

Segundo delegado, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, matou os pais, a avó e a tia-avó e, antes de se matar, foi para a escola de carro

Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2013 | 16h52

SÃO PAULO - Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e evidências levantadas na cena do crime apontam que o estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, matou quatro pessoas da sua família e depois se suicidou. "Tudo indica que foi uma tragédia familiar", disse o delegado Itagiba Franco, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DHPP), na tarde desta terça-feira, 6.

Os corpos de Marcelo, de seus pais - Luiz Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 -, e de Benedita de Oliveira Bovo, de 65, sua avó, e Bernardete Oliveira Silva, de 55, tia-avó foram encontrados na tarde de segunda-feira, 5, na casa da família na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

Um dos principais testemunhos foi dado nesta terça pelo melhor amigo de Marcelo, um jovem de 13 anos que estudava na mesma classe que ele e teve a identidade preservada. Segundo a testemunha, Marcelo havia dito que tinha o desejo de fugir de casa e que tinha o sonho de ser matador de aluguel. Ele tinha os planos de matar os pais durante a noite e morar em um lugar desconhecido. Segundo o colega, Marcelo havia dito isso várias vezes e repetido recentemente, antes da tragédia.

Uma das professoras de Marcelo também disse, em depoimento, que ele havia perguntado se ela já tinha dirigido quando criança e se já tinha feito algum mal aos pais. Outra professora disse que Marcelo teria dito que havia dirigido um buggy.

Na cena do crime, Luiz foi morto de bruços, enquanto dormia; Andreia estava de joelhos com a cabeça pra frente, enquanto Benedita e Bernadete também estavam em uma posição de quem está dormindo, segundo a polícia. Marcelo estava caído em cima da arma que provocou as mortes. Além disso, ele segurava a arma com a mão esquerda. Apesar de um parente afirmar que ele era destro, o delegado Itagiba disse que, após ouvir as testemunhas, não havia dúvida de que o adolescente era canhoto.

A polícia acredita que Marcelo matou os pais e, depois, foi pra escola de carro - o corsa Classic da família havia sumido e foi encontrado em frente à escola. A chave também tinha desaparecido, mas, nesta terça-feira, a polícia afirmou que encontrou a chave no bolso de uma jaqueta do menino.

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