Americanos vão projetar ação urbana Lapa-Brás

Escritório também é responsável pelo plano de revitalização da Nova Luz

DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 03h01

Responsável pela Nova Luz (plano de revitalização da cracolândia), o escritório americano Aecom também vai elaborar o projeto da Operação Urbana Lapa-Brás, na zona oeste de São Paulo. Entre as intervenções previstas estão a demolição do Elevado Costa e Silva e o aterramento das linhas de trem da região - no lugar, será criado um parque linear e uma via paralela à Avenida Marquês de São Vicente.

A Aecom foi o único consórcio habilitado para projetar a nova operação urbana, cuja licitação para o início das obras deve ficar pronta até o fim do ano. No estudo que será elaborado para nortear as obras, os americanos estarão associados ao grupo australiano WorleyParsons, que hoje desenvolve 19 projetos de reurbanização em 60 países.

A gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) vai gastar R$ 32 milhões só com a contratação dos estudos das novas operações. A Aecom, que também fez o plano diretor da Olimpíada de Londres de 2012, foi a única habilitada para o lote da operação Lapa-Brás. Os lotes das operações Rio Verde-Jacu e Mooca-Vila Carioca ainda estão em disputa entre quatro consórcios.

Para conceber a Operação Urbana Rio Verde-Jacú, na zona leste, foram habilitados dois consórcios: o CDIW (formado pelas empresas Diagonal Empreendimentos Gestão de Negócios, JW Jorge Wilheim Consultores Associados, Idom Ingeniería y Consultoria e Consult Soluções Patrimoniais) e o Cidade Compacta (Concremat, Aedas Limited, Aedas Architects, Buro Happold, Aflalo e Gasperini Arquitetos, Unitas Consultoria e Empreendimentos). O vencedor deve ser conhecido em 30 dias.

Na Mooca-Vila Carioca estão na disputa o Consórcio Nova São Paulo (Aval, Rogers Stirk Harbour and Partners, Geotec Consultoria Ambiental e Lu Fernandes Escritório de Comunicação) e o Consórcio CVMC (Arquiteto Hector Vigliecca e Associados, Astoc Gmbh & Co, Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental e Contacto Consultores Associados).

Os vencedores da licitação para os estudos devem levar cerca de sete meses para desenvolver os planos urbanísticos, além dos estudos de impacto ambiental e viabilidade econômica.

Custos. Ainda não há estimativa de quanto as três revitalizações vão custar. Só o enterramento dos trilhos do trem e a construção de uma avenida-parque com a mesma extensão, partindo da Lapa, na zona oeste, e indo até a região do Brás, na zona leste, pode atingir mais de R$ 3 bilhões.

Os recursos do mercado viriam com a melhoria e a requalificação de uma área de 2.146 hectares, equivalente a 15 Parques do Ibirapuera. A Prefeitura espera atrair somente para a região da Operação Urbana Lapa-Brás mais 400 mil moradores nos próximos 20 anos, o que representa 200 habitantes por hectare. Atualmente, a área tem 135 mil moradores - há áreas de só 20 habitantes por hectare.

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