Ameaça jurídica na Fundação Nemirovsky

A Fundação José e Paulina Nemirovsky, que detém uma coleção de arte avaliada em cerca de R$ 100 milhões e que por meio de comodato com a Secretaria de Estado da Cultura realiza suas atividades na Estação Pinacoteca, está sob ameaça jurídica. Ontem, o presidente do conselho da instituição, o arquiteto Jorge Wilheim, foi informado de que o Juizado da Vara de Família acatou requerimento do promotor e curador de Fundações do Ministério Público Estadual, Airton Grazzioli, questionando a regularidade do conselho da fundação. A Justiça determinou que Wilheim e outros conselheiros deixem a instituição. A ação foi movida a partir de representação feita a Grazzioli pela família de Beatriz Nemirovsky, filha do casal de colecionadores, ambos mortos.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

16 Março 2011 | 00h00

Até ontem, a decisão não havia sido publicada oficialmente, mas a Fundação Nemirovsky informou que já entrou em contato com seus advogados para reverter a situação. "Foi um golpe", afirmou Wilheim. Beatriz, única representante da família e que não foi encontrada pela reportagem, questiona o período de permanência de Wilheim na entidade, da qual é presidente desde 2005, e a entrada de seus três filhos no conselho da instituição. "É um ataque pela desestabilização da fundação", diz a curadora Maria Alice Milliet.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.