Ambulantes fazem mais um dia de protesto na 25 de Março

Durante a manifestação, camelôs reclamaram da truculência da GCM no protesto de segunda-feira

Marcela Spinosa, Jornal da Tarde

10 de junho de 2008 | 15h27

Cerca de 300 ambulantes que atuam irregularmente na Rua 25 de Março, Centro, realizaram mais um protesto nesta terça-feira, 10, na região. Eles se dizem revoltados com a ação truculenta da Guarda Civil Metropolitana (GCM) nos últimos 15 dias e lutam por um espaço onde possam trabalhar legalmente. Os ambulantes realizaram na segunda-feira, 9, uma manifestação na região que acabou em confronto com a GCM e Polícia Militar. Na segunda, o tumulto terminou com cinco feridos e um detido. Nesta terça, o clima foi tranqüilo.   A manifestação começou às 10h na esquina da Ladeira Porto Geral com a Rua 25 de Março. Os ambulantes realizaram um apitaço e gritavam ‘fora GCM’ e ‘queremos trabalhar’. Quem trabalha na região observava a movimentação das janelas, lajes e sacadas. "Queremos mostrar que os camelôs tem família. Somos contra a brutalidade dos GCMs quando apreendem nossa mercadoria. Eles chegam a bater em mulheres e idosas", disse o coordenador do movimento Juarez José Gomes.   O protesto foi acompanhado de perto pela PM e de longe pela GCM, que, armada de cacetetes, fechou ruas para impedir a passagem dos manifestantes. Com receio, os lojistas baixaram as portas. O protesto acabou ao meio dia depois de uma assembléia na Praça Parque Dom Pedro II. "Vamos esperar até sexta-feira. Se a Prefeitura não entrar em contato conosco, vamos fechar o comércio no sábado", garantiu Gomes.

Tudo o que sabemos sobre:
ambulantes25 de Março

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.