Amarildo: indiciamento ajudará família

O advogado João Tancredo, que representa a família de Amarildo de Souza, disse ontem que o indiciamento de PMs pelo sumiço do pedreiro vai ajudar no processo em que parentes da vítima requerem indenização do Estado. "Não estipulamos um valor, que será arbitrado pelo juiz. Mas esperamos que seja uma quantia que sirva de exemplo para que episódios como esse não se repitam. Polícia é para prender, não para matar", diz.

MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2013 | 02h10

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil responsabilizou dez PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Rocinha pelo desaparecimento de Amarildo. Os PMs foram indiciados por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, já que o corpo jamais apareceu. Amarildo sumiu em 14 de julho, quando foi levado por PMs à UPP.

No relatório, o delegado Rivaldo Barbosa pede a decretação da prisão preventiva dos PMs. O promotor Homero Freitas deve apresentar a denúncia contra os PMs à Justiça até terça-feira. Eles também serão denunciados por fraude processual, pois duas testemunhas disseram ter recebido dinheiro de policiais para culpar traficantes.

Quatro dos dez PMs se reuniram ontem com o advogado Marcos Espínola. O Estado apurou que a principal prova será um grampo telefônico em que o traficante Thiago Neris assumiria a morte.

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