Alvo de suposto assassinato, gerente da Pelzer pede demissão

Há quinze dias, três executivos da empresa foram presos sob acusação de estelionato e formação de quadrilha

Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo,

20 de dezembro de 2007 | 20h36

Duas semanas depois de descobrir que seria alvo de um suposto plano de assassinato, o gerente geral da fabricante de pára-choques Pelzer de Taubaté, Toshio Nakamoto, decidiu pedir demissão e deixar o cargo que ocupava havia onze anos. Nestes quinze dias ele trabalhou com escolta policial na ida e na volta da fábrica. Segundo seu advogado, Romeu Goffi Filho, o gerente ficou bastante assustado com a denúncia feita pelo empresário Tosca Almeida à polícia, de que três executivos da Pelzer tinham um plano de matá-lo. "Ele não tem mais clima para trabalhar lá. Só ficou até esta semana porque tinha assumido um compromisso com os funcionários e com a própria Volkswagen, compradora dos pára-choques", disse o advogado.  Toshio não quer falar com a imprensa e vai aguardar o julgamento da Justiça. Ainda segundo seu advogado, o gerente começou a ser difamado dentro da fábrica depois das denúncias. "Ele estava sendo difamado dentro da fábrica, disseram que ele recebia para dar informações da empresa, o que não é verdade".  Há quinze dias, o presidente da Pelzer, Antonio Luiz Lima e dois executivos foram presos. Eles são acusados de estelionato e formação de quadrilha. A prisão durou algumas horas, mas a polícia continua investigando as denúncias feitas pelo empresário Tosca Almeida, de que os três executivos pagariam R$450 mil para que ele providenciasse a morte do gerente geral.  Nesta semana a policia civil de Taubaté ouviu o dono da empresa Indaru, Vanderlei Salles, que cobra da Pelzer uma dívida de R$22 milhões referente ao aluguel do prédio e da área onde a Pelzer está instalada em Taubaté. Foi por conta da cobrança, que já durava quatro anos, que as denúncias vieram à tona.  Salles confirmou à polícia que contratou o empresário Tosca Almeida para cobrar a Pelzer. "O depoimento dele apenas vem reforçar as denúncias. O empresário contou que orientou Tosca Almeida a procurar a polícia quando soube da proposta de matar o Toshio, feita pelos executivos da Pelzer", informou o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Duarte Ribeiro.

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