Alunos querem PM no câmpus, aponta plebiscito

Os alunos da Escola Politécnica, segunda maior unidade de ensino da USP, são favoráveis à presença da PM dentro do câmpus, com base operacional, livre acesso a toda a área e treinamento policial especializado no público universitário. Os estudantes também são a favor de que a Guarda Universitária porte armas de fogo e de efeito moral para conter crises - os guardas seriam responsáveis pela segurança pessoal dos estudantes, e não apenas pela segurança patrimonial, como é hoje.

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2011 | 00h00

 

Essas opiniões são o resultado de um plebiscito realizado ao longo da semana, com alunos dos 17 cursos da Poli. No total, 538 - 12% dos 4.500 alunos - participaram da votação.

 

Outra posição defendida pela maioria é que o portão de acesso da Favela São Remo, atualmente liberado, seja fechado durante a noite - os alunos são contrários, porém, a que o portão deixe de existir. Os estudantes da Poli também defendem que o acesso ao Câmpus Butantã, na zona oeste, seja aberto, mas controlado para veículos, pedestres e transporte público. Para 74% dos estudantes, os visitantes deveriam ser cadastrados ao entrar.

 

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"A votação é representativa da posição dos estudantes. Quando os alunos apontam que são favoráveis à existência de bases da PM no câmpus e de rondas policiais, é porque não estão satisfeitos mesmo com a situação atual", disse o vice-presidente do Grêmio, Alexandre Angulo. A votação será repassada à Reitoria.

 

Desde o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, Reitoria da USP e Secretaria de Segurança Pública trabalham na elaboração de convênio para definir a participação da PM no policiamento do câmpus.

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