Alunos e parentes terão auxílio psicológico, a partir de segunda

Aulas estão suspensas até terça-feira; sala do 4º ano C ficará fechada até o fim do ano e turma será transferida

CRISTIANE BOMFIM, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h03

A sala de aula de número 23 da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, vai permanecer fechada até o fim do ano. Os alunos do 4.º ano C e colegas de classe do menino D., de 10 anos, passarão a assistir aula na sala 25, no mesmo corredor. As aulas estão suspensas até terça-feira, para que os professores tenham acompanhamento psicológico e definam como vão abordar o assunto na escola.

"A escola não tem e não pode deixar esse caso de lado. Por isso, segunda e terça-feira faremos um trabalho de acolhimento com os professores, que ficaram muito abalados. Precisamos também decidir como a violência será discutida na sala de aula", afirma a diretora da escola, Márcia Gallo. Atividades extraclasse do fim de semana, como uma visita de alunos mais velhos a uma feira de profissões fora do colégio, foram mantidas.

Alunos e pais também receberão acompanhamento psicológico, a partir de segunda-feira, no Instituto Anne Sullivan, que fica na Alameda Conde de Porto Alegre, 820, no bairro Santa Maria. O atendimento será das 7h às 17h, conforme informou a Prefeitura de São Caetano.

A mãe de um aluno do 4.º ano da Escola Professora Alcina Dantas Feijão, disse já ter recebido um telefonema da direção da escola, ainda na noite de anteontem, para oferecer ajuda psicológica ao garoto de 10 anos. Uma professora da escola que foi ao velório de D. comentou que a escola já oferece acompanhamento psicológico aos alunos.

Fechamento. A diretora explicou que a sala de aula será fechada para reduzir o trauma dos alunos e dos docentes. O local passará por limpeza e pintura ainda neste fim de semana. "A escola não tem como colocar detector de metal na entrada porque os alunos trazem chave, celular e tesoura para a aula", comentou Márcia Gallo. / COLABORARAM F.T. e FELIPE FRAZÃO

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