Alunos de unidade da zona leste ocupam diretoria da EACH

Segundo estudantes, ação é em apoio à greve geral na USP, por afastamento de diretor e regularização ambiental

Bárbara Ferreira Santos, Victor Vieira e Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2013 | 02h13

Em apoio à ocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e à greve geral por eleições diretas para reitor, os alunos da USP Leste ocuparam nessa quarta-feira, 2, a diretoria da unidade. Eles pediram também o afastamento do vice-diretor e diretor interino da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Edson Leite, e a regularização ambiental da unidade.

"A luta é por uma democratização e transparência de toda a universidade", afirmou Marcelo Fernandes, de 23 anos, estudante do 4.º ano de Gestão de Políticas Públicas. Desde 10 de setembro, alunos, professores e funcionários estão em greve na unidade. Eles pedem que a universidade cumpra as exigências feitas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para despoluição do solo do câmpus e pelo afastamento de Leite.

Nessa quarta, após protesto dos alunos, Leite se recusou a deixar a direção da unidade, alegando, segundo os estudantes, que "não seria elegante". Os alunos aguardam uma reunião entre o reitor da USP, João Grandino Rodas, e o diretor interino da EACH, às 16 horas desta quinta-feira, 3, para decidir se vão desocupar o prédio. Segundo a assessoria da USP Leste, nenhum membro da administração da unidade vai se pronunciar.

A Cetesb informou que o limite de 60 dias para que a USP se ajuste às exigências da agência ambiental deve terminar amanhã. O auto foi lavrado em 2 de agosto. O prazo é contado, segundo o órgão, a partir da data de entrega do auto à USP, que não foi informada.

Assembleias. Até as 20h desta quarta, aconteciam assembleias em todas as unidades da USP para que cada curso votasse se aderia ou não à greve geral. O prédio da antiga Reitoria foi ocupado na tarde de anteontem, depois de o Conselho Universitário, instância máxima da instituição, não atender às mudanças pedidas pelo corpo discente para a escolha do reitor, como a eleição direta.

O Diretório Central Acadêmico (DCE) da USP convocou ainda, para as 18h desta quinta, uma assembleia geral para decidir os rumos da greve e da ocupação.

Nessa quarta, segundo os estudantes, não houve aproximação da Polícia Militar ou da Guarda Universitária. Faculdade de Economia e Administração, Escola Politécnica e Instituto de Geociências tiveram aula normalmente. Segundo assessoria da USP, a "Reitoria avalia a situação para tomar as medidas necessárias" e disse que os funcionários que trabalham no prédio estão em outras áreas do câmpus.

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