Alunos aproveitam confusão para reclamar de reitor

Cenário: Carlos Lordelo

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2011 | 03h04

Em junho de 2009, a PM entrou na Cidade Universitária para reprimir protestos de funcionários e estudantes em greve. Foi a primeira vez, desde o fim da ditadura militar, que houve confronto entre policiais e alunos na USP.

O debate sobre a PM na universidade voltou à pauta em maio, após o assassinato de um estudante da FEA. O crime deu argumentos para setores da USP pressionarem a reitoria para permitir operações policiais frequentes no mal iluminado câmpus. Assim foi feito, com anuência do Conselho Gestor.

Anteontem, a cena de conflito com a PM se repetiu. E manifestantes agora não só defendem a expulsão da polícia do câmpus como aproveitam a ocasião para pedir a saída do reitor. Para eles, João Grandino Rodas não tem legitimidade porque, entre outras coisas, foi escolhido em 2009 de uma lista tríplice na qual ficou em 2.º lugar.

Mas Rodas jogou a responsabilidade para a direção da FFLCH - unidade cujos alunos tradicionalmente são contrários às posições da reitoria - e deixou a decisão de pedir a desocupação do prédio para a professora Sandra Nitrini, que em 2009 se recusou a assinar documento apoiando a presença da PM no câmpus. Não por acaso ela se irritou.

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