Aluna morre na sala de aula e faculdade é acusada de impedir socorro

Angelita Pinto, de 28 anos, sofria de arritmia cardíaca, mas parou de tomar remédios por orientação médica

O Estado de S.Paulo,

24 Agosto 2012 | 06h04

Atualizada às 10h26

SÃO PAULO - A estudante Angelita Pinto, de 28 anos, aluna do 1º semestre do curso de Ciências Contábeis das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), morreu na noite desta quinta-feira, 23, dentro de uma sala de aula, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista.

Segundo familiares, a vítima sofria de arritmia cardíaca e parou de tomar os remédios há um mês por orientação médica. Testemunhas disseram à polícia que a aluna começou a passar mal por volta de 21h30, mas os colegas de classe foram impedidos pela faculdade de levá-la ao Hospital São Luiz, que fica a cerca de 2 quilômetros da instituição.

Ainda de acordo com o relato dos estudantes à polícia, amigos de Angelita tentaram socorrê-la dentro da sala de aula até a chegada do Corpo de Bombeiros, cerca de 40 minutos após o primeiro chamado. Uma unidade do SAMU também foi solicitada, mas quando os paramédicos chegaram ao local, a estudante já estava morta.

A reportagem do 'Estado' tenta falar com a direção da FMU desde o começo da manhã desta sexta-feira, mais ainda não houve resposta.

O marido da universitária, José Carlos dos Santos, disse que pretende processar a FMU. "Foi praticamente um homicídio", afirmou. "Não tem uma enfermeira. Se o pessoal comer uma coxinha e engasgar, morre".

A extensão do percurso, feito de carro, entre a faculdade e o Hospital São Luiz, localizado na Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, no mesmo bairro, é de cerca de 2 quilômetros.

 

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