Aluna é ferida com facadas na cabeça em escola de Piracicaba

Adolescente de 15 anos foi atingida durante briga; golpes foram desferidos por um aluno que, após a agressão, pulou o muro e fugiu

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2015 | 21h16

SOROCABA - Uma aluna de 15 anos foi ferida com três facadas na cabeça durante uma briga, na saída do banheiro da Escola Estadual Elias de Mello Ayres, nesta quinta-feira (11), em Piracicaba, interior de São Paulo. Os golpes foram desferidos por outro aluno que, após a agressão, pulou o muro e fugiu. O ataque ocorreu no horário de aulas. A vítima foi atendida num pronto-socorro, mas deve passar por novos exames e pode ficar com sequelas.

De acordo com a Polícia Civil, outros estudantes relataram que a menina brigava com outra aluna, quando um irmão desta interveio e a jogou no chão. Depois de desferir vários pontapés, ele usou uma faca para golpear a vítima três vezes na cabeça. A direção da escola chamou a Polícia Militar e dispensou parte dos alunos. O local da agressão ficou coberto de sangue.

A menina foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao PS da Vila Resende. O pai da estudante, um metalúrgico de 47 anos, disse que a filha não está sentindo o braço e ele teme que apresente sequelas. Ela aguarda vaga no Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer uma tomografia.

A Secretaria de Educação do Estado lamentou o ato de agressão e informou que todas as providências foram tomadas para garantir o atendimento médico imediato da aluna. Segundo a pasta, os responsáveis pelos alunos foram convocados e o Conselho Tutelar foi acionado. O agressor, também aluno da escola, foi suspenso e terá sua situação analisada pelo conselho escolar, que definirá as medidas educacionais cabíveis, com base no regimento da escola. A Polícia Civil vai investigar a origem da arma branca usada pelo aluno.

Violência. Casos de violência escolar têm sido recorrentes em Piracicaba. Em setembro, uma aluna de 18 anos foi agredida no portão da escola Estadual Barão do Rio Branco, onde estudava, por outras três meninas. As garotas a agrediram durante 20 minutos até que desmaiasse e arrancaram parte do seu cabelo. O motivo seria um relacionamento da vítima com o ex-namorado de uma delas. 

Em agosto, uma aluna de 15 anos foi espancada por três colegas na Escola Estadual Professora Carolina Mendes Thame. Em janeiro, a diretora da Escola Estadual Afonso José Fioravanti foi agredida com tapas e empurrões por três alunas por ter negado que saíssem da aula mais cedo.

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