Aluna é detida com facas em colégio da Vila Mariana

JORNAL DA TARDE

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2011 | 00h00

Uma adolescente de 14 anos foi apreendida na manhã de ontem com duas facas em um colégio particular da zona sul de São Paulo e encaminhada à Fundação Casa. Em depoimento à polícia, a estudante do 1.° ano do ensino médio disse que queria agredir a orientadora pedagógica da escola, de 44 anos, que a impediu de entrar no prédio por não estar vestindo a calça do uniforme. Na saída do 36.° DP (Vila Mariana), o pai da adolescente, um mecânico de 39 anos, agrediu o repórter fotográfico do Estado Daniel Teixeira, que ficou ferido no queixo e no olho.

Segundo a Polícia Militar, por volta das 7h30, horário de entrada, a garota chegou à escola sem a calça do uniforme, que é de uso obrigatório. Neste momento, ela disse que a roupa estava suja. "Mas a orientadora pedagógica ligou na casa da aluna e sua mãe explicou que, ao sair, a menina disse que o colégio a teria autorizado", explicou o delegado João Doreto Campagnari Neto.

A direção da escola pediu que a aluna fosse até sua casa mudar de calça. Mas, ao chegar à residência, ela telefonou para a secretaria da escola e passou a ameaçar de morte a orientadora pedagógica. Também por telefone, a orientadora tentou entrar em contato com os pais da menina, mas não conseguiu.

Minutos depois, o pai ligou no colégio e avisou que a menina tinha saído de casa com duas facas de cozinha. "Segundo relato dos funcionários, ela passou por baixo da catraca e invadiu o colégio", disse o delegado. A menina foi à sala da coordenadora, mas não havia ninguém. Saiu, então, pelos corredores com as facas na mão, à procura da funcionária.

Segundo a polícia, a garota foi desarmada pelo porteiro do colégio, quando estava no segundo andar do prédio, sem ferir ninguém. "Aqui ela falou que sentia muita raiva da orientadora, mas não sabia se teria coragem de esfaqueá-la", afirmou Doreto.

Após prestar depoimento, a garota foi encaminhada para a Vara da Infância e Juventude e, em seguida, para a Fundação Casa. Uma audiência hoje na Justiça deve definir se ela permanecerá na instituição ou se será entregue aos pais.

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