Aluna é agredida em saída de escola e perde dois dentes

Agressora de 16 anos relatou que agressão foi motivada por ofensas no Facebook; vítima passará por uma cirurgia corretiva na boca 

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2014 | 18h54

SOROCABA - Uma aluna de 13 anos foi violentamente agredida por uma colega na saída da Escola Estadual Hélio Del Cistia, na terça-feira, 9, em Sorocaba. Ela passou por uma cirurgia na boca nesta quinta-feira, 11, para corrigir sequelas da agressão. A adolescente teve dois dentes quebrados ao receber chutes no rosto de outra jovem, de 16 anos, e pode precisar de um implante dentário. Ela estava internada em um hospital particular da cidade, recebeu alta no início da tarde e vai passar por exame de corpo de delito.

Outras meninas teriam participado da agressão ou, ao menos, impedido que adultos separassem a briga. O pai da estudante, um microempresário, disse ter encontrado a filha caída no pátio da escola. Ela estava desacordada e sangrava pela boca. Segundo ele, a menina rolou pela escadaria da escola e recebeu vários chutes no rosto.

A mãe da vítima disse que as agressoras esperavam a filha na saída da escola, próximo do portão, e já foram agredindo. A garota correu para dentro da escola, mas foi seguida e continuou apanhando. A principal agressora prestou depoimento na Delegacia da Infância e Juventude (Diju) nesta quinta-feira e disse que a agressão foi motivada por ofensas feitas pela vítima a uma amiga comum no Facebook. Ela admitiu ter dado um soco na boca da estudante e exibiu um ferimento no peito do pé que teria sido causada por uma dentada - a polícia acha que ela se feriu ao chutar a boca da rival. O caso será encaminhado à Vara da Infância e da Juventude.

A Diretoria Regional de Ensino de Sorocaba, em nota, lamentou o ocorrido e informou que a direção da escola prestou socorro à estudante, acionou seus responsáveis e indicou que um boletim de ocorrência fosse registrado. "A equipe gestora se mantém à disposição da polícia e dos familiares da aluna e reitera que desenvolve ações de prevenção e combate de conflitos, mas é fundamental que todo os esforços encontrem eco nas comunidades escolares", informa a nota.  

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