Rodrigo Birai/Jornal de Itatiba
Rodrigo Birai/Jornal de Itatiba

Aluna de 16 anos é encontrada morta após se perder em excursão em Itatiba

Adolescente fazia parte do grupo de 20 estudantes que foi à Fazenda Pereiras com a escola Waldorf Rudolf Steiner, de São Paulo; corpo não tinha marcas de violência, segundo a PM

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 17h38

Atualizada às 20h07

SOROCABA - A estudante Victoria Natalini, de 16 anos, foi encontrada morta na madrugada desta quinta-feira, 17, depois de ter se perdido durante um trabalho escolar na Fazenda Pereiras, em Itatiba, região de Jundiaí. Aluna da escola Waldorf Rudolf Steiner, de São Paulo, a adolescente fazia parte de um grupo de 20 estudantes que tinham ido em excursão à fazenda para fazer um trabalho de topografia.

Na tarde de quarta-feira, a estudante afastou-se dos colegas do colégio em uma área de capoeira e não foi mais vista. No momento em que a estudante desapareceu, os monitores acompanhavam o grupo.

De acordo com informações da Polícia Civil, ela acabou se distanciando do grupo depois de ter avisado que ia ao banheiro. Victoria estava com outros 20 colegas havia uma semana na fazenda acompanhada por professores.

Monitores e funcionários iniciaram a procura e, sem pistas, pediram ajuda à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e a policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, que usaram um helicóptero para vasculhar a região, mas as buscas acabaram suspensas durante a noite.

A garota foi encontrada na manhã desta quinta numa clareira, já sem vida, e, segundo a Polícia Militar, não tinha marcas de violência. Sua roupa estava intacta e não havia indícios de que a menina tivesse sido roubada. A fazenda é um local procurado para turismo rural.

O caso foi registrado pela polícia como “morte suspeita”. A Polícia Civil de Itatiba informou, na tarde desta quinta, que ainda aguardava o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Jundiaí, para onde o corpo da adolescente foi levado, para determinar a causa da morte. Os médicos retiraram amostras dos órgãos da menina, mas não conseguiram determinar a causa da morte, já que ela não apresentava lesões.

Por isso, as investigações vão continuar. A delegacia espera ainda o resultado da perícia criminal feita na fazenda pelo Instituto de Criminalística para decidir o rumo das investigações.

A escola Waldorf Rudolf Steiner, tradicional na zona sul de São Paulo, informou que a aluna participava, com seus colegas de classe, de atividades curriculares externas desenvolvidas regularmente pela instituição de ensino.

Em nota, a direção lamentou o ocorrido e afirmou que acompanha a investigação oficial e vai compartilhar as informações do caso quando houver. A escola suspendeu as aulas e decretou luto até esta sexta. A estudante será enterrada nesta sexta, no cemitério Gethsêmani, no Morumbi, na zona sul.

Fazenda. A Fazenda Pereiras, onde a estudante paulistana foi encontrada morta, recebe alunos de escolas de São Paulo há mais de dez anos. A escola Waldorf Rudolf Steiner, com sede no bairro Alto da Boa Vista, está entre os principais clientes. Um dos sócios-proprietários da fazenda é ex-aluno da escola e mantém uma parceria com o colégio paulistano. A fazenda fornece acomodação e alimentação para os alunos, enquanto a parte pedagógica e de pesquisas fica sob responsabilidade de professores e monitores.

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