Aluguel de imóvel vira opção para férias no Rio

Alternativa - também adotada em Floripa e Salvador - sai em média 30% mais barata

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2012 | 02h05

Quando se programou para passar o fim de ano no Rio, a psicóloga Meire Dias, de 49 anos, não esperava se deparar com os preços "assustadores" dos hotéis, segundo suas palavras. "A gente sabe que hotel no Rio é caro, principalmente no réveillon. Mas não acreditei no que vi. Diárias por mais de R$ 1 mil na zona sul", disse. "Comecei a pensar em um plano B e decidi alugar apartamento. Vai ser uma experiência nova. Pelo menos no bolso já deu certo."

Com as cidades de praia - como Rio, Florianópolis e Salvador - cobrando valores altos para o réveillon, os paulistanos estão optando pelo aluguel de casas e apartamentos para economizar. Mesmo com custos extras, como taxa de limpeza e seguro, a economia é de, em média, 30%.

As opções vão de quitinete em Botafogo (R$ 120 a noite) a cobertura de frente para o Farol da Barra em Salvador (R$ 700, para dividir entre oito pessoas).

A regra desse tipo de hospedagem é simples: quanto mais gente, mais vantajoso fica o preço. "Para grupos acima de três pessoas em uma estada de quatro dias para cima, o apartamento já é mais em conta que hotel", explica Mario Galvão, CEO da GoHouse (www.gohouse.com.br), empresa de aluguel por temporada no Rio. "Um três estrelas com quartos de 30 metros quadrados não sai por menos de R$ 350. Um apartamento similar custa R$ 220 a diária."

Para o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem de São Paulo (Abav-SP), William Périco, o crescimento da preferência por esse tipo de acomodação segue uma tendência mundial - na Europa, o aluguel por temporada já representa 30% do setor de hospedagem. "E, especialmente nesta época do ano, os preços dos hotéis sobem mesmo. Chegamos a ter um aumento de até 20% nas tarifas em festas como ano-novo e carnaval", afirma.

Última hora. Segundo operadores do setor, "brasileiro deixa para a última hora" e ainda há opções de casa e apartamento para alugar tanto no fim do ano quanto nas férias de janeiro. Mas não por muito tempo: em Florianópolis, por exemplo, os paulistanos já representam 30% do movimento, segundo José Junqueira, gerente de vendas da Floripa Prime (www.primeimoveisfloripa.com.br). "Mais que os argentinos, que são 25% do total", diz. "O resto se divide entre gaúchos, paranaenses e o pessoal do interior do Estado." Lá, uma casa com piscina pode sair por R$ 900 a diária. E um apartamento de dois quartos, por R$ 300.

"Essa procura toda se deve tanto ao maior poder aquisitivo do brasileiro quanto à popularização da internet. As pessoas já sabem como procurar um imóvel para alugar na internet", explica o presidente do AlugueTemporada (www.aluguetemporada.com.br), Nicholas Spitzman.

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