Leonardo Soares/AE
Leonardo Soares/AE

Alto e bom som no Playcenter

Primeiro show do Planeta Terra teve brasileiros com performance vigorosa e volume nas alturas

Lauro Lisboa Garcia e Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

Foi-se o tempo dos festivais em que as bandas brasileiras eram prejudicadas pelo som ruim para privilegiar as estrangeiras. O grupo pernambucano Mombojó entrou arrebentando na abertura do Paneta Terra ontem, às 16h05, com cinco minutos de atraso, com o volume nas alturas. Mesclando músicas de seus três álbuns - Nadadenovo, Homem-Espuma e Amigo do Tempo - o quinteto conquistou a plateia ainda pequena que chegava à área do palco principal no Playcenter.

Tendo Felipe S (vocal e guitarra),Chiquinho (teclado e sampler), Marcelo Machado (guitarra), Samuel (baixo), Vicente Machado (bateria) na atual formação, o grupo vem amadurecendo no palco, tocando cada vez melhor, com uma performance vigorosa. Alternando climas, ritmos e andamentos dentro de uma mesma canção, eles já têm bons hits que se espalham pela internet.

O show dos Novos Paulistas, que veio em seguida, foi um banho de água fria. Um erro da programação, que deveria ter invertido as atrações. O que era para ser uma união dos talentos de Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz, Thiago Petit, Tiê e Dudu Tsuda, acabou sendo um desencontro, com os potenciais de cada um diluídos. Eles foram sucedidos pelo Of Montreal e o cantor pop Mika, que mostrou muita extroversão.

No palco secundário, o Indie Stage, o primeiro show começou na hora marcada, com a banda República. Além de composições próprias, os roqueiros tiozões mandaram também um cover do Green Day. Às 17 horas, teve início a segunda apresentação, essa sim de respeito, com o Hurtmold. Do repertório, pelo menos metade das músicas do grupo era de novidades.

Ao menos no início, o festival seguia organizado. Mesmo sem ter a pegada ambiental do SWU, porta bitucas eram distribuídos e o público jogava o lixo em seu devido lugar. Os brinquedos do parque funcionavam normalmente, com filas enormes.

Lou Reed. Também ontem à noite, no Sesc Pinheiros, ao menos cem pessoas abandonaram o teatro do local na primeira meia hora do show de Lou Reed. O show Metal Machine Trio não tinha voz nem melodias: era um punhado de ruídos e distorções. "Está insuportável. É muito desconforto, quando não é um incômodo", disse a educadora Isis de Palma. / COLABOROU JOTABÊ MEDEIROS

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