Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Alga no sapato de Mizael é igual à de represa onde Mércia estava, diz perito

Material é compatível com represa onde corpo da advogada foi encontrado, em Nazaré Paulista

Eduardo Roberto, estadão.com.br

20 de outubro de 2010 | 17h34

GUARULHOS - O terceiro dia de audiência sobre a morte da advogada Mércia Nakashima começou por volta das 13 horas desta quarta-feira, 20. Três pessoas já depuseram hoje. O relato mais extenso foi o do perito-chefe da investigação, Renato Pattoli, que durou cerca de duas horas.

 

Veja também:

linkAdiado interrogatório de acusados

linkMizael e Evandro vão continuar soltos

linkDelegado rebate versão de Mizael Bispo e traz novas acusações

especialCobertura completa do caso Mércia

 

Pattoli levantou questões sobre a terra encontrada por ele em um par de sapatos apreendido na residência de Mizael Bispo, ex-namorado de Mércia, em diligência no dia 11 de junho, aproximadamente três semanas após a data do crime, 23 de maio. Na amostra, que segundo o laudo seria "ínfima", foi identificada uma espécie microscópica de alga de água doce, descrita como compatível com a água da represa em Nazaré Paulista, onde o corpo e o carro de Mércia foram achados.

 

O perito destacou, porém, que o tempo que o veículo ficou submerso "comprometeu muito" a perícia. "A própria retirada do veículo dificultou a perícia e o estudo de dinâmica dos disparos", afirmou.

 

O depoente destacou também que a perícia foi capaz de certificar que um disparo de arma de fogo foi efetuado dentro do Honda Fit da advogada. O tiro teria atingido o braço e a mandíbula de Mércia. Segundo o relato, a bala acabou se alojando embaixo do estepe do carro. Uma outra bala foi encontrada na parte da frente do Honda Fit, próximo ao banco do motorista, mas a perícia não conseguiu reconstituir seu trajeto.

 

Questionamentos. Os advogados de defesa fizeram muitas perguntas em relação ao dados do rastreador do carro de Mizael. Em determinado momento, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano, que preside a sessão, pediu para que o advogado de Mizael, Ivon Ribeiro, "não divagasse nas perguntas", que levantavam cada detalhe do trajeto apurado pela investigação, chefiada pelo delegado Antonio de Olin.

 

Além de Pattoli, prestaram depoimento nesta quarta-feira Wilson Aparecido da Silva Ferreira, representante legal de uma empresa que instala rastreadores de veículos, e Leonardo de França, funcionário de uma instituição que presta serviços à Graber, administradora de sistemas de rastreamento de carros.

 

Texto atualizado às 19h10. 

Tudo o que sabemos sobre:
caso Mércia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.