Alga muda o gosto e o cheiro da água em regiões de São Paulo

Problema é recorrente e alga não traz malefícios à saúde das pessoas; Sabesp não dá prazo para solução

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo,

19 de setembro de 2008 | 00h01

Moradores das regiões sul e leste de São Paulo têm reclamado de gosto e do cheiro ruim na água fornecida pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O problema é recorrente e causado por uma alga de tamanho quase imperceptível. A alga não faz mal à saúde e não faz com que a água não possa ser consumida, segundo a Sabesp, que não informa o prazo para o problema ser solucionado.   O problema é recorrente nas represas paulistanas há anos. Basta chegar a época de estiagem e as algas proliferam devido ao excesso de nutrientes nas águas, afetando o abastecimento. Em abril de 2004, situação semelhante aconteceu no abastecimento da região da Avenida Paulista e também parte da zona leste. Atualmente, o problema está localizado na represa Guarapiranga.   De acordo com a companhia de saneamento, a região da Paulista foi afetada porque houve remanejamento de água entre os sistemas de abastecimento da região metropolitana. A área então passou a receber água do sistema Guarapiranga, onde a alga vem se proliferando desde junho. Normalmente, Paulista e adjacências são abastecidos pelo sistema Cantareira.   A Sabesp possui uma notificação, de junho, onde esclarece que algas surgiram na Represa Guarapiranga. Há outra de setembro. Tal fato havia provocado a alteração no gosto e no odor na água distribuída. E para minimizar o desconforto, a empresa fez algumas alterações no processo de tratamento do produto, com maior utilização de carvão durante o processo de limpeza da água.

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