Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Alerta sobre temporal faz empresas e escolas liberarem funcionários e estudantes no Rio

Prefeito Eduardo Paes convocou entrevista às 6 horas desta quinta-feira para falar sobre previsão, deixando população apreensiva

Carina Bacelar e Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 18h39

Atualizada às 21h20

RIO - Um alerta do prefeito Eduardo Paes (PMDB) de que havia probabilidade de fortes chuvas atingirem a capital deixou a população apreensiva ao longo desta quinta-feira, 5. Empresas e escolas liberaram funcionários e estudantes no meio da tarde.

Os moradores de 103 áreas de risco foram orientados a deixar suas casas em caso de acionamento das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme. A prefeitura também recomendou que as pessoas permanecessem em local seguro e evitassem áreas com alagamentos. “A possibilidade de chegarmos ao estado de crise é muito grande”, afirmou Paes, em entrevista convocada às 6 horas da manhã.

No centro, houve engarrafamento entre as 16 e as 17 horas, por causa do fluxo de pessoas que deixavam o trabalho às pressas. No horário do rush, a partir das 18h, as pistas da Avenida Presidente Vargas, a mais movimentada do centro carioca, estavam livres. 


A publicitária Ludmila Bruno, de 41 anos, foi liberada da empresa em que trabalha, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, às 15h30. “Recebemos a mensagem do diretor, avisando que a previsão era de chuva forte a partir das 17 horas, liberando os funcionários. Peguei o táxi e os pontos de ônibus estavam lotados. Um movimento fora do comum. Às 18 horas, o temporal começou”, contou.

Instituições federais como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também liberaram os funcionários. A Secretaria Municipal de Saúde suspendeu o lançamento da campanha de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis para o carnaval, marcado para a tarde, por causa do alerta de tempestade.

A previsão de temporal ocorreu por causa da formação de um sistema de baixa pressão, como um pequeno ciclone no mar. Segundo o prefeito, poderiam se repetir, entre a manhã desta quinta-feira e a noite desta sexta, temporais como os registrados em abril de 2011, quando um deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, cidade na região metropolitana do Rio, matou 267 pessoas, e, em dezembro de 2013, na capital, quando 73% das chuvas mensais caíram em menos de um dia.

Os sistemas de ônibus e metrô foram avisados sobre a possibilidade do temporal e 3.200 funcionários de áreas estratégicas da prefeitura foram mobilizados. No fim da tarde, começou a chover forte na zona oeste da cidade. Em Sepetiba, choveu 9,2 mm em 15 minutos - pelos parâmetros do Alerta Rio, a chuva é considerada forte quando atinge entre 6 e 15 mm em 15 minutos.

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