Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Alckmin volta a descartar rodízio de água de 5 por 2 em SP

Governador disse que plano elaborado pela gestão e revelado pelo 'Estado' não será colocado em prática 'em nenhuma hipótese'

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 13h28

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a descartar a adoção de rodízio no esquema de cinco dias sem água e dois dias com abastecimento na região servida pelo Sistema Cantareira, mesmo após o Estado divulgar detalhes do plano de contingência que está sendo elaborado pela administração estadual no qual a medida é prevista

"O que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) fez foi o chamado plano de contingência, mas não tem nenhuma hipótese de ter rodízio cinco por dois.  Esse plano é um estudo que você faz, mas ninguém pretende aplicá-lo", disse Alckmin nesta sexta-feira, 8, durante um fórum de saúde realizado em São Paulo. 

O governador afirmou que a situação atual do manancial é melhor do que a prevista meses atrás. "Estamos no melhor momento. Tínhamos 5% (no Cantareira) há 60 dias e hoje temos 20%, sem contar a terceira reserva técnica, que você pode usar a qualquer momento, e a quarta reserva."

Plano. Em apresentação feita ao Comitê de Crise Hídrica, à qual o Estado teve acesso, o coordenador de Saneamento da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, Américo de Oliveira Sampaio, afirma que uma das premissas para que o rodízio não seja necessário é a conclusão das obras emergenciais. Na apresentação, a pasta previa que a transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê, considerada a principal obra para este ano, fosse finalizada em julho, mas Alckmin já admitiu que a entrega ficará para setembro.

Segundo o texto, o “não atendimento parcial ou total das premissas adotadas no estudo de simulação pode levar ao estabelecimento de um programa de rodízio”. Nele, a secretaria afirma, pela primeira vez, que “o rodízio se limitará à área abastecida pelo Sistema Cantareira e será de 5 x 2 (cinco dias sem fornecimento de água e dois com)”. Anteriormente, o governo também estudava a possibilidade de adotar um rodízio de quatro por dois em toda a região metropolitana.

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