Alckmin volta a defender mudança de índice para aumento do pedágio

Governador quer que IGP-M seja substituído por IPCA nos contratos de concessão de rodovias no Estado

Gustavo Uribe, Agência Estado

24 Março 2011 | 14h23

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou nesta quinta-feira, 24, a defender mudança do índice de reajuste dos pedágios nos contratos de concessão de rodovias no Estado. O governo de São Paulo pretende realizar a alteração nos 12 primeiros lotes de estradas que passaram para o empreendimento privado, na década de 1990. Alckmin fez a declaração ao lado do secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, na entrega da nova Estação Carapicuíba da Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi) e de mais cinco trens para a frota da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

 

A base usada nesses contratos é o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). De acordo com o governador de São Paulo, o governo do Estado vai procurar as empresas concessionárias para negociar a criação de um novo indicador, que, segundo ele, levará em consideração os custos relativos às rodovias. "O IGP-M é um índice da década de 1990", disse. "Nós queremos ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou um índice que retrate o conjunto dos custos de operação."

 

As cinco novas composições da CPTM fazem parte de um total de 105 trens comprados na gestão anterior, dos quais 47 foram entregues. A expectativa do governo de São Paulo é que esse comboio de 105 trens esteja em operação até o fim do ano. Alckmin afirmou que, com a iniciativa, o intervalo dos trens no horário de pico na Linha 8-Diamante, entre as estações Júlio Prestes e Itapevi, será reduzido de sete para quatro minutos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.